Língua brasileira

saiu do fejão e se mudou pro arroiz. 

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Uma ideia luminosa

Diante da crise de energia – em grande parte responsabilidade da política ambiental (queimadas e desmatamento) do regime Bolsonaro – o presidente da República faz apelo para que os brasileiros desliguem pelo menos um ponto de luz. Antes de mais nada registre-se o primeiro e louvável esforço de Jair Bolsonaro ao agir como estadista e presidente, ao conclamar um esforço nacional. Se fizesse o mesmo na pandemia, na vacinação, no uso de máscaras e nas aglomerações o Brasil não estaria com 700 mil mortos, mais da metade seguramente evitáveis.

Mas não percamos tempo aplaudindo, porque amanhã o presidente dirá um absurdo cabeludo, cometerá uma grossa ilegalidade e ofenderá os valores da nacionalidade. Como o brasileiro é o profissional da esperança, esperemos que o apelo do presidente colha apoios, renda frutos, funcione, em suma. Não precisa ser atendido por todos os brasileiros, porque metade deles desconfia do mais inocente propósito de Jair Bolsonaro – se é que algo inocente passa pela cabeça do presidente. Basta que os bolsomínios abduzidos e cegos atendam ao apelo para que o problema se resolva.

A questão é saber se seguem o líder na única ideia sensata que este lhes propõe desde que assumiu. Ainda que suspeita diante do conjunto da obra, a proposta de Bolsonaro aos brasileiros faz o contraponto perfeito à estupidez de Paulo Guedes, um ministro das finanças que comenta que aumentar “só um pouquinho” a conta de luz não cria problema para os brasileiros que sofrem com a inflação, a inatividade do governo, o imposto de renda escorchante com tabela não reajustada (que implica no final aumento de imposto), o desemprego e o risco de vida pela pandemia

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O cretino da porteira

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O pedo de Guedes

“Qual o problema de subir um pouquinho a conta de luz?” – a mais recente contribuição de Paulo Guedes, ministro das finanças. Para ele, nenhum, que não paga a conta. Guedes tem essa característica dos tecnocratas, que só enxergam números, nunca pessoas. Além de ser completamente despido nos ítens inteligência emocional e desconfiômetro elementar.

O ex-presidente Ricardo Macri, da Argentina, um dia sugeriu que o povo economizasse na calefação – eles têm esse luxo europeu, enquanto nós sulistas caprichamos no edredom. Os argentinos diziam que o pedo havia subido à cabeça do presidente. Pedo, em homenagem à querida e pudica leitora, é o mesmo gás que todos produzimos. Com um i a menos.

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A insegurança da primeira filha

Bolsonaro quer matricular a filha em colégio militar driblando o exame seletivo. O argumento é infantil e mentiroso: questão de segurança. Se for assim, a garota teria que receber ensino domiciliar, ministrado por professores-militares graduados e agentes da polícia federal. O que tem a segurança com o processo seletivo? Os demais candidatos cometeriam atentado contra a filha do presidente?

O problema não é a segurança da garota, que vive, como os irmãos, cercada de seguranças. O problema é a insegurança da filha e dos pais, que não confiam na capacidade da menina de enfrentar a apertada disputa em concorrido vestibular vestibular do ensino médio. Mas qualquer revolta e crítica é perda de tempo, tanto porque existe antecedente de igual e ilegal privilégio para o filho da deputada bolsonarista Carla Zambelli.

Vai passar, porque nada atinge o presidente destemperado, prestes a ser diplomado ditador – para o bem dos asseclas e felicidade geral de cúmplices e milícias. Perda de tempo porque o regime bolsonaro anestesiou o que restava de consciência crítica e juízo moral do brasileiro: Jair Bolsonaro anulou as referências e paradigmas de legalidade, ética e decoro – mesmo na hipocrisia de preservar as aparência.

Metade do Brasil aplaude, metade se choca com a diária, persistente e inesgotável capacidade do presidente da República em afrontar o que ainda resta da sacralidade de nossas instituições. Não que aquilo que Bolsonaro faz desde que assumiu seja novidade. Desde o começo da república as coisas se passam assim; quem estuda as biografias dos luminares cívicos guarda suas patifarias na memória.

Bolsonaro tentou fazer o filho semialfabetizado embaixador nos EUA, deu proteção-cúmplice ao ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. Agora tenta fazer da PF sua gestapo privada. Até para relativizar as contravenções de Bolsonaro, lembremos as tantas de Lula, como a Gamecorp de Lulinha, a corrupção de Rosemeri Noronha, sua amante, que fazia tráfico de influência dentro do governo.

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Ditadores da periferia

Ninguém percebeu, só os atentos ao registro passageiro do noticiário: Bolsonaro recebeu seu grande admirador na África Portuguesa, o general-presidente e ditador in pectore de Guiné Bissau. Ele venera Bolsonaro, que tem como modelo que imita, inclusive na formação do ministério, também coalhado de militares. Para ter a noção do que representa Guiné-Bissau, Bolsonaro mandou avião buscar a comitiva, com o presidente; o país é tão pobre que não tem avião presidencial, nem pode fretar avião especial. Outro dado: a estroinice petista não gastou um centavo do BNDES com Guiné-Bissau, não favoreceu negócios da Odebrecht com o país, nem teve Lula por lá vezes seguidas brilhando como estadista da terceira via, dando palestras em dólar e operando lobby de empresas brasileiras.

Apenas comparando, porque os dois são péssimos para o Brasil: Bolsonaro é mesmo um pária internacional, pois até agora só recebeu três chefes de Estado – Netaniahu, de Israel, que veio à posse na esperança de conseguir algo; Marcelo Rebello de Souza, de Portugal, que voltou chocado com o comportamento indecoroso de Bolsonaro em jantar (Marcelo é jornalista e jurista de origem, homem elegante e bem posto com as mulheres e teve que sofrer com o pensamento chulo do presidente do Brasil); e o general-presidente da Guiné-Bissau. Lula foi o exato contrário, um homem de origem mais simples que Bolsonaro, que a transcendeu para ser aceito como estadista nos foros internacionais. Bolsonaro lembra Nikita Kruschev, o ditador russo que adorava ofender o mundo capitalista com sua vulgaridade.

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Qué venga el golpe

Acordo mais cedo para arrancar as folhinhas do calendário. Porque não vejo a hora de chegar o 7 de Setembro e com ele o golpe de Bolsonaro. Essa coisa de não faz e nem desocupa a moita não só enche como fortalece a neurose. Que tudo fique claro, bandido-bandido, mocinho-mocinho.

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Capitalista brasileiro

A PF apreendeu R$ 20 milhões na casa de Glaidson Acácio dos Santos, no Rio de Janeiro. Glaidson é investigado por fraude via bitcoins. Capitalista brasileiro não acredita na própria mercadoria. Ele produz e vende para os otários.

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Deputados absorvidos

Quatro deputados estaduais da Paraíba votam contra a distribuição de absorventes para mulheres pobres. Gente mais sem visão, não percebe o quanto ganharia no superfaturamento do modess (era como se chamava no tempo da frigidaire). Ainda que mal pergunte, é daí que vem a música “Paraíba masculina, mulher macho, sim senhor”?

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Saco cheio

Aos 75 anos, Lula surge de sunga ao lado da noiva durante banho de Lua no Ceará; clique repercute na web - Famosos - Extra Online

Na foto, Lula de sunga, Janja de shorts, nos sorrisos a imagem que contrasta com o outro primeiro casal. O volume da sunga desmentia o sorriso: Lula está de saco muito cheio.

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