Prejuízo pro saco

Flávio Bolsonaro foi ao auditório da CPI da covid para ouvir o depoimento de Fábio Wajngarten, que era interrogado pelo relator Renan Calheiros. Flávio não gostou da contundência de Renan e defendeu Fábio, a quem apoiava na secretaria de comunicação de Bolsonaro. Com a densidade e acuidade dos argumentos da família Bolsonaro, Flávio chamou de “vagabundo” o relator Renan – que redarguiu (o verbo cabível àquele momento de elevação cívica) dizendo “você que é”.

Por favor não tome partido de ninguém naquele plenário, nem mesmo pelo mais honesto senador da oposição (caso exista). Quanto ao elevado debate entre Flávio e Renan no augusto cenáculo, permito-me lembrar ao leitor como os antigos faziam com gatos que importunavam. Lembra? Não? Explico: prendiam os bichos num saco bem amarrado e lançavam no rio. E diziam, para completar: “prejuízo pro saco”. Daí a clássica expressão popular “saco de gatos”.

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Sem fôlego

Nova secretária de combate à Covid promete 'trabalho duro pautado em evidências científicas' - Jornal O Globo

Luana Araújo, médica infectologista nomeada para dirigir a Secretaria Extraordinária para o Acompanhamento do Covid (terá a sigla SEPACO?). Terá dificuldade em distribuir vacinas, oxigênio e kit covid porque Bolsonaro não deixa. Mas oferece vantagens: é médica infectologista, portanto, da área da pandemia. Curados ou morridos, a doutora Luana deixa-nos sem fôlego com a beleza e a ancestralidade baiana.

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Carol Ito, jornalista

Catiguá - Notícias, informações e Debates | Facebook

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Burguês sem noção

Quanto mais brasileiros se vacinarem nos EUA, melhor” – palavras de Roberto Justus, empresário e comunicador, vacinado em Miami. O injustiçado Bolsonaro gastando o verbo e a gente gastando críticas ao Mito por não nos fornecer a vacina – e não ter a sábia atitude de nos despachar aos EUA. Devemos ouvir o conselho de Justus e pirulitar em direção dos EUA.

Justus mostra completa ignorância sobre o Brasil e desvenda sua total indiferença ao país que o fez rico e famoso. Devia morar nos EUA, como os pastores que viajam para lá para receber a vacina que pagam com o suado dízimo dos crédulos. Problema com Justus, os ricos de seu naipe e os pastores é que não têm inteligência para enganar nos EUA como enganam no Brasil.

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Clorocínico

O doutor prescreve cloroquina como tratamento auxiliar para a artrose, doença desocupacional de escrever este blog. Consciente, responsável e craque na profissão, foi taxativo: “em dose muito pequena, nada a ver com o covid”. Deu para perceber uma piscadela por cima da máscara, como quem diz “viu no que dá falar mal do Capitão?” Às vezes o doutor escreve certo nas linhas erradas.

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Preço e valor

Bolsonaro pode escapar da CPI do covid, mas o mensalão do Tratoraço é perigoso. Os políticos brasileiros perdoam a perda de 400 mil brasileiros pela omissão do governo, mas não perdoam a omissão do governo em dar para poucos e negar para muitos outros deles a verba do trator que custa R$ 200 mil na loja, mas sai por R$ 600 mil na nota. A diferença entre preço e valor será dividida entre o político que ganhou a verba do governo Bolsonaro e o prefeito a quem ele destina a máquina. Como político mente até dormindo, eles ainda dizem que os tratores saíram com tal preço porque vêm com tecnologia para abrir covas e enterrar os mortos do covid. O político que recebe a verba é como o trator doado por Jair Bolsonaro na diferença entre preço e valor.

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Mensalão de Bolsonaro

https://f.i.uol.com.br/fotografia/2021/05/12/1620802387609b7b53c897a_1620802387_3x2_th.jpg

Charge de Leandro Assis, Folha de S. Paulo. Tratoraço, o Mensalão de Bolsonaro.

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O estrume das vacas sagradas

People apply cow dung on their bodies during

Os médicos da Índia advertem: besuntar o corpo com estrume de vaca não previne o covid, não substitui a vacina (foto da Folha de S. Paulo). A prática, sem fundamento científico, tem justificativa religiosa: na Índia as vacas são sagradas. No Brasil tem gente que se mela com estrume para espantar o covid. O estrume brasileiro também é produzido por uma vaca sagrada. A vaca se chama Jair Bolsonaro. Diferente das indianas, a vaca sagrada brasileira verte o estrume pela boca. Os os médicos identificam o problema como “ele só fala merda”. Tanto na Índia quanto no Brasil o covid tem resistido ao tratamento pelo estrume.

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O rei da picanha

O melhor negócio do Brasil é açougue em Brasília. Não qualquer açougue, mas o que fornece carne ao Alvorada. No Dia das Mães, o presidente Bolsonaro degustou picanha de R$ 1.799,00 o quilo. Não era de boi uruguaio, argentino ou americano. Pode ser o tal boi voador de Maurício de Nassau.

Nunca antes na história deste país um presidente comeu picanha tão cara. Nem Lula, apesar do craque vindo de Ponta Grossa para assar sua picanha. Tem mais, nem a mãe de Bolsonaro estava na picanhada de R$ 1.799,00 o quilo do Dia das Mães. Bolsonaro só come picanha com homem.

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Vai dar em nada?

A CPI do covid nasceu com o compromisso de também ouvir governadores. Os senadores do Centrão exigiram igual investigação à que os senadores da Oposição pretendem aplicar a Bolsonaro. Um acordo que camufla o jogo de espertezas: se for para queimar Bolsonaro, queima-se os governadores dos quais dependem senadores de ambos os lados. Esses governadores, até agora protegidos pelo biombo do negacionismo e omissão escandalosos, arrogantes e criminosos do presidente da República, deverão explicar o que fizeram com o dinheiro federal transferido a seus Estados durante a pandemia. Daí o que imprensa diz correr no Palácio do Planalto, de que a CPI “não vai dar em nada” – o que, com o reforço da dupla negação, tem sido a realidade das CPIs.

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