Soluço não é solução

NO ESTADÃO de hoje a pesquisa do Banco Mundial: o Brasil só atingirá os padrões de leitura do primeiro mundo em 260 anos. Não esquente a cabeça. Daqui a 260 anos pode não haver primeiro mundo, aliás o mundo inteiro pode ter acabado. Se o primeiro mundo continuar nesse ritmo, em 260 anos o Brasil estará 520 anos atrasado em relação ao primeiro mundo.

Se o primeiro mundo continuar existindo e no ritmo apontado pelo Banco Mundial podem ter certeza de que o Brasil não chega lá. Não precisamos do Banco Mundial para nos assegurar disso. Basta conferir a História do Brasil, a passada, a presente e a recentíssima para deduzirmos que o Brasil não tem solução. Quando muito tem soluções, de soluços.

Portanto, pegue seus livros, todos eles, o de cheques, o caixa, o de palavras cruzadas e o de colorir e entregue para o catador de papéis. Esqueça os filhos, netos, bisnetos e netos dos bisnetos. Porque os bisnetos de seus bisnetos chegarão aos trinta anos gaguejando errada a lição do ‘Ivo viu a uva’. No primeiro mundo até fariam tese de pós: “Sarney comeu a Viúva”.

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Ajoelhou, tem que rezar

CARO, e esse otário do BBB18, que entrou naquelas surubas, foi eliminado e agora fica pedindo penico para a noiva? (Saverio Marrone)

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Madam I’m Adam

O PREFEITO Rafael Greca encomendou ônibus novos para o ponto da Praça do Japão, onde encontrou resistência dos moradores da redondeza. Como faz com uma frequência que nos leva a pensar que este será seu mandato-despedida, ofendeu os críticos, “as quatro madames” que lideraram o abraço à praça.

Na mais piedosa das hipóteses Greca deve estar ainda com o fígado opilado devido à fuga de seu eleitorado tradicional, que na campanha bandeou-se para Ney Leprevost, político vindo da mesma extração social de Greca – só que cortês, esbelto, de cabelos engomados. Desta vez Greca foi eleito pelas viúvas de Requião, não pelas comadres de tia Mafalda.

Ônibus novos para a Praça do Japão. Fosse Leprevost prefeito, os ônibus viriam com ar condicionado, vidros fumê, banheiros químicos para os quatro sexos, lanches servidos no percurso. Que nada, de novo os ônibus de Greca virão apenas com suspensão reforçada. Não pelos ricos da praça. Mas pelo prefeito casca grossa e língua suja.

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Fedorentamente incorreto

SEU OLIVINO, gari aqui da rua, me chama de lado.

“Me explique uma coisa, o senhor que tem estudo: por que essas mulheres recolhem o cocô do cachorrinho em saco plástico, amarram bem o saco e jogam em cima da grama?”

“Lá no Sergipe, minha terra, a bosta fica na grama, endurece com o sol e vira adubo. O saco plástico entope o bueiro e até mata as baleias, como vi na televisão”.

Mudei de assunto, fiz cara de paisagem. Teria que confessar que a Mila faz na grama. E que considero fedorentamente incorreto o lance do saquinho.

Tenho jurisprudência: minha estirpe está fincada em São João do Triunfo, onde pisei em todo tipo de bosta, até do povo que usa saquinho plástico. E completamente descalço.

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Tragou?

FALTA DE ASSUNTO ou excesso de preconceito a crítica contra a advogada paraense que neste mês passou em concurso para delegado de polícia. É que há dez anos ela fumou uma nota de R$ 50 para desdenhar da polícia, que a prendera dirigindo embriagada. Qual o problema? A moça fumou, mas não tragou. Os políticos fumam e tragam nosso dinheiro. E a gente continua a eleger os charoleiros.

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Malévolas

QUANDO ELA entrou, me deu vontade de entregar uma vassoura. “Por quê, tem cara de bruxa?” Não, de diarista. 

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Sei não

Resultado de imagem para luiz fux

Sei não, mas acho que o ministro Luiz Fux (STF), o relator do auxílio-moradia, usa peruca.

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Lesma lerda

COISA IRRITANTE na internet o aviso ‘page not found’, agora ‘página não encontrada’. Mas a lesma continua lerda.

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Ruim com ele, melhor sem

OS DELEGADOS FEDERAIS queixam-se da ‘instabilidade’ na PF depois da demissão do diretor-geral, Fernando Segóvia. Gente mais reclamona. Queriam a estabilidade com Segóvia?

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A cor, a cor

O GOVERNO do Paraná entrega computadores para as escolas estaduais.  ‘Televisores’, ia escrevendo, em ato-falho, aviso do subconsciente. Que o governo não erre na cor dos computadores. Que não sejam ‘laranja’, como os televisores do governo Requião.

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