Beiçola

Da uol: metade dos presidenciáveis quer mudar o funcionamento do STF. Nada sério. É só para reduzir o beiço do ministro Gilmar Mendes. Como é vitalício, inamovível e irredutível, pelo menos que se diminua aquela beiçola de botocudo mal resolvido.

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Quatro bicos

Velha amiga, tempos de faculdade, lá nos antigamentes tivemos um trelelê, me liga. Vinha de fora, morava no Exterior, queria almoçar, hospedada no Quatro Bicos. O susto, Quatro Bicos era puteiro dos anos 70, ali perto do aeroporto. Gozadora, falava do Four Points, o hotel da Sheraton, na 7 de Setembro.

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Algo inadequado

“Se [o Centrão] pedir algo inadequado, não terá”.

Geraldo Alckmin, candidato do PSDB/Centrão à presidência. “Algo inadequado” tipo beijo de língua, lambida na orelha, mão por baixo, encoxada, etc.

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O melhor do currículo

O que é feito de Gustavo Fruet? Candidato a quê? Sumiu. Não que faça diferença. O Insulto se contenta com o que Márcia, mulher dele, escreve no Facebook. Ah, se ela aceitasse vir para um chá… Pode até trazer o Gerson Guelmann. Tem homem que não saca que o melhor de seu currículo é ser marido.

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Ratinho, ratão

Osmar Dias vive impasse existencial entre correr solo e aliar-se a Roberto Requião. Se não aprendeu com o lance da fazenda que Requião inventou para ele, que aprenda com o que está diante de seu nariz: Ratinho pode, é ‘júnior’, herdou do pai nome e fortuna; Osmar está velho demais para virar ‘ratão’.

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Olhe e morra

Caro leitor, você é pedestre? Então arrisco dizer que sua indignação é direcionada aos automóveis, monstros que elevam o estresse e aumentam a indignação. Dou-me como exemplo. Ando em ziguezague nas ruas de Curitiba, aquilo de procurar a proteção de um semáforo. Ziguezague? Sim. Como não existem em todos os cruzamentos, aquela imagem do homenzinho em verde e vermelho que avisa quando você pode ou não atravessar, o que a gente faz? Atravessa no semáforo, passa ao outro lado da rua; mais adiante, novo semáforo, retornamos ao lado da rua/calçada anterior. E assim per viae viorum, como se dizia em Roma.

No primeiro mundo tem semáforo com auxílio para pedestre em qualquer cruzamento. Nesta Curitiba descoberta por Jaime Lerner e cantada por Rafael Greca, como funciona? Funciona como manda o IPPUC, de onde ambos vieram e em quem ambos se apoiam, da seguinte maneira: pintaram na esquina sem semáforo a palavra “olhe” para o pedestre tomar cuidado ao atravessar a rua. Olhe? Não, olhe de esguelha, olhe para trás; melhor, “olhe que você está ferrado”, porque não dá tempo para olhar e escapar dos automóveis que entram no cruzamento, sem a menor atenção ao pedestre.

O “olhe” nos cruzamento começa a apagar. Ninguém olha para aquilo. O pedestre porque não pode. O IPPUC porque não quer. A prefeitura porque não está nem aí.

O curitibo-brasileiro toma isso com naturalidade e faz como o caipira que atravessa no sinal vermelho: dá aquela corridinha com a risadinha do ridículo. Não pode, isso é tributo ao automóvel. Pior, é tributo, rendição à irresponsabilidade, diria até à infâmia, do homem público. Sim, por que não ter semáforos para pedestres nos cruzamentos, já que há semáforos para automóveis? Eles são melhores, têm cidadania, votam, pagam mais impostos, seus motoristas não andam a pé? Por que não tem os semáforos para os pedestres? Tem que ter. A cidade não se vangloria de sua qualidade de vida? Explico.

Não é falta de dinheiro. É dinheiro mal empregado, dirigido para despesas sobrefaturadas, para a máquina pública que desperdiça recursos – sobretudo para vereadores que doam cadeiras de rodas para ganhar votos e não previnem as futuras cadeiras de rodas. O IPPUC e seus gênios pensa, claro, na utilidade de semáforos em todas as esquinas. Mas não os instala. Tem o fornecedor que aumenta o preço unitário e força a redução da quantidade. A Lava Jato mostrou no petróleo aquilo de azeitar as engrenagens. Ah, sim, o “olhe” nos cruzamento começa a apagar. Ninguém olha para aquilo. Nem o IPPUC, muito menos a prefeitura.

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Nossas famílias

Tolstoi tem aquela frase bacana sobre as famílias: todas as famílias felizes são iguais; as famílias infelizes são infelizes cada uma à sua maneira. Coisa parecida acontece na campanha para presidente.

Há duas famílias felizes, a do candidato Lula e a do candidato Bolsonaro. São iguais, cegas na adoração de seus chefes. Fanáticas, odeiam quem não os aceita e vão a extremos na defesa de seus patriarcas.

As outras famílias, dos demais candidatos, são todas infelizes à sua maneira. Alckmin e seu saco de gatos, Ciro e sua língua traiçoeira, Boulos, Marcela, Álvaro, cada um com sua sofrência e incerteza.

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Barriga cheia

Não seria o caso de Lula, líder e vítima, fazer a greve de fome e não deixá-la para os companheiros? Não, ele faz a greve com a barriga dos outros, a dele bem fornida.

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Soma zero

Entrevista de Jair Bolsonaro no Roda Viva: convenceu quem acredita nele, reforçou a desconfiança dos que não acreditam. Soma zero.

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Adendo sapeca

A governadora Cida Borghetti bem que podia baixar decreto para regulamentar a nova lei do desembarque em local seguro. Um adendozinho sapeca para desembarcar o ex-governador Beto Richa bem longe de sua/dela caçamba.

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