A casquinha da mortadela

O senador Roberto Requião mandou preparar sanduíches de mortadela para receber Fernando Haddad, o quase candidato do PT à presidência. Como jamais abandona o mau gosto e a chacota, Requião deixou-se fotografar com o convidado abocanhando os sanduíches.

Mas como é ruim de acabamento e pior de produto final, Requião serviu os sanduíches sem tirar a casquinha da mortadela, aquela película suja e nojenta que enrosca nos dentes. Se Requião servisse coxinha, não tenha dúvida: não seria de frango, seria de urubu.

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Pode virar patê

Depois de amargar anos encostado no Sevilha, Paulo Henrique Ganso é emprestado ao Amiens, time da França. Ele que mostre serviço, porque os franceses adoram comer patê de fígado de ganso.

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Lula-fim

O STF aprovou a terceirização irrestrita da atividade-fim das empresas. Só o PT insiste em manter a sua: Lula, só Lula. Ele é a atividade-fim. O resto – Gleisi, Haddad, Dirceu et peterva – é atividade-meio.

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Coitadismo

“Sou mulher, negra, fui doméstica, muita gente acha que com minha origem não tenho capacidade para ser presidente.”

Marina Silva, candidata do REDE, ontem no Jornal Nacional. De jeito nenhum, tem capacidade como qualquer outro candidato.  A Constituição não exige capacidade para ser presidente.

Marina não tem é capacidade para ser doméstica, pois perdeu a prática e ficou chata. Depois de ser senadora e ministra ela já pode parar com o discurso do coitadismo, o negra, mulher, seringueira, doméstica.

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Data venia

Os juízes querem manter o auxílio-alimentação. Data venia, é muita pobreza.

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Amor negro

A mulher amanheceu tossindo, bronquite que nem o vique vaporube no pé resolveu. Apaixonadíssimo como sempre, suas primeiras palavras para ela, “bom-dia, minha dama das camélias”. Ele acha que foi declaração de amor. Ela, também. Tem humor negro e tem amor negro.

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Caiu a ficha

A juíza Carolina Lebbos tirou o doce da boca de Gleisi Hoffmann e a desconstituiu como advogada de Lula. Aquilo já era um deboche, o parlamentar-advogado defendendo o condenado por corrupção (pior é que existem precedentes análogos aos montes e juiz nenhum faz nada). Atendeu pedido feito pelo ministério público, em quem demorou para cair a ficha.

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O que não mata…

O 30 de agosto tornou-se data fixa do magistério paranaense. Dia em que os professores denunciam a “Batalha do Centro Cívico”, de trinta anos atrás, no governo Álvaro Dias. Os professores da época estão aposentados, os que hoje protestam não estavam lá. Álvaro, a seu turno, continua por aí, firme, forte, bonito e vitorioso. Pra ele foi aquilo de o que não me mata, me fortalece.

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Os ventos de outubro

Sei não, mas do jeito que as coisas vão por aqui, o governo Temer bem que podia imitar o governo Maduro, da Venezuela, e liberar dólares subsidiados para o brasileiro guardar no colchão para os tempos bicudos que se aproximam em outubro.

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Tiro curto

Hoje, no Rio, Michel Temer condicionou o aumento para os magistrados à extinção do auxílio-moradia. Os magistrados que não se preocupem, que as afirmações do presidente não têm durabilidade. É tiro curto, sem barulho.

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