Besteirol d#Eles

“As mulheres de direita são mais bonitas que as da esquerda. Elas não mostram os peitos nas ruas e nem defecam nas ruas. As mulheres de direita têm mais higiene”

De Eduardo Bolsonaro, deputado estadual no Rio, filho d#EleNão. E depois dizem que o vice, general Eduardo Mourão, e o posto ipiranga, Paulo Guedes, complicam Jair Bolsonaro com declarações sem noção e sem propósito.

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Isso lá é lugar?

No orelhão o santinho da mulher, belíssima. Colado pelo lado de fora. Alívio, tinha nome e número. Número do partido e número para votar. Dentro do orelhão as outras, fotos fakes, nomes de guerra, especialidades e o indispensável telefone. Deve ser desespero da candidata ou falta de noção do cabo eleitoral colar propaganda de senadora em orelhão.

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Entre o recife e as ondas

O cenário para o segundo turno, a julgar pelo noticiário: Bolsonaro x Haddad. Vitória de Haddad, a quem se aliam os derrotados no primeiro turno. Resultado: Haddad presidente, governando com o Centrão. Como sempre, o Centrão mandará e roubará, via novo mensalão ou novo petrolão.

Dúvidas: Haddad segue marionete de Lula, que governa de longe; será tutelado pelo PT e pelos gritinhos de Gleisi Hoffmann; ou chutará o pau da barraca, convencido, como qualquer eleito, de que os votos que recebeu são a fonte e legitimação de sua autoridade.

A revolta contra o PT, vitaminada no ódio dos derrotados, o que vai trazer ao país? É justo especular que o mito da cordialidade brasileira está no fim; as mobilizações do impeachment e as contra Bolsonaro são prova disso. Repressão, intervenção, o panorama previsível. Os políticos e o STF teimam em ignorar, mas o Brasil mudou.

O Brasil está dividido, como estão divididos os EUA. Mas, diferente dos EUA, não temos instituições permanentes, fortes e opinião pública consistente para manter a estabilidade social. A legitimidade da eleição será aceita como os petistas aceitam a legitimidade do impeachment? A resposta está na pergunta.

Quando Lula despontava, José Sarney dizia que “ele tem que nos passar pela garganta”. Sarney não só engoliu e digeriu Lula como ganhou saúde e sobrevida com ele. Não precisaremos engolir Bolsonaro – a menos que uma virada súbita o eleja no segundo turno. Nosso cardápio tem dois pratos; conhecemos o sabor Lula; não provamos o sabor Bolsonaro.

O prato que nos passará pela garganta chama-se Haddad e será servido com a farofa Lula e o bife rolê Gleisi (aquele enrolado em toicinho, preso no palito que nos fere o palato, com gosto de molho ruim, salgado em excesso). Começo a estocar digesan e pantoprazol, para azia, má digestão e refluxo gástrico.

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Voto aberto

Cabo Daciolo declara que quando assumir a presidência “a primeira semana será de adoração a Deus”. Ganhou meu voto. O PT promete oito anos de adoração a Lula, o deus de lá.

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Mulheres maravilha

Jair Bolsonaro sentiu a força das “companheiras do grelo duro”. Não perde por esperar, tem mais: as guerrilheiras do ponto G. Mulheres que não se entregam ao tenente, muito menos ao capitão.

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Quem tem boca vaia Roma

A presença de Jair Bolsonaro gerou atritos, aplausos e vaias entre apoiadores e contestadores no voo comercial que o conduziu ontem ao Rio. Dois passageiros pediram para desembarcar.

Antes que se diga que é prova de rejeição, vamos lembrar o escracho aos petistas investigados quando embarcam em voos de carreira. Se não prova rejeição, prova decepção, que dá no mesmo.

Bolsonaro não usou avião de correligionário, que em campanha não tira pedaço. Nem requisitou aeronave da FAB, a que tinha direito como candidato enfermo.

Empreiteiras, doleiros e salsicheiros corruptos cediam aviões à nomenclatura petista e a corruptos do universo coligado. Alô, deputado André Vargas.

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Tributo a Ogier

Ah, Ogier Buchi, ausência sentida ontem no debate dos candidatos ao governo. Aquela expressão inalterável de sarcasmo, o esgar nos lábios que fácil descamba para o escárnio, seria o contraponto perfeito para a sensaboria dos demais candidatos. Ogier, candidato-não-candidato, com sua manha de advogado de rádio, colocaria aquele povo no lugar.

Por exemplo, a governadora Cida Borghetti. A gente se esforça para gostar dela; é mulher, é bonita, é charmosa – e é amada, profundamente amada pelo marido, que lhe deu tudo na bacia do amor, até alguns meses no governo do Paraná. Nos debates vem mostrando que nunca devia ter deixado de ser isso, a mulher amada.

Trocentos anos de deputada, três de vice-governadora, meses de governadora, Cida sequer treinou. Já avó, não sabe respirar. Sem serviço na vice, o que custava fazer academia de pilates, prática centrada na respiração? Na ociosidade gloriosa de vice governadoria, podia ter estudado um pouco de geografia do Paraná – a humana, a econômica, um pouco de topografia.

O exato contrário de Ratinho Júnior, que lembra os caras que odiávamos na escola, o pentelho que estudou tudo, que recita a matéria de cor e salteado, o engomadinho de quem a mãe toma a lição enquanto enxuga a louça e o pai ameaça surrar de cinta se não trouxer só nota dez. Será bom governador? Duvido, não por ele, mas pelo entorno. Se for melhor que Beto Richa estará de bom tamanho – pois Beto esmerou-se no fazer merda.

Esperava mais de João Arruda. Um desperdício: galã nato e neto, tem altura, olhos, dentes, cabelos, queixo, voz de veludo, dicção clara e escandida, sem sotaque leite-quente, podia ter feito carreira no cinema dos EUA, de onde voltou graduado em educação física. Ele em Hollywood, Rodrigo Santoro seria apenas o cara que levou chifre de Luana Piovani. Arruda regressa ao Paraná para jogar no time B do tio Roberto Requião, treinando para a primeira divisão.

Arruda ensaiou vagido oportunista em favor de Michel Temer, nêmesis do tio. O wonder boy tornou-se um Requião de luvas, repaginado, cortês, educado, pragmático, uma esperança a julgar pela origem. Até que o lance do seguro de licitações, que relatou como deputado, deixou-o numa zona de sombra devido ao possível interesse do sogro – hoje no inferno de Beto Richa, que Arruda pinta como o Lupion pós-moderno. Tem mérito: não assina Requião Sobrinho.

Os outros, Dr. Rosinha e Professor Piva, na rabeira. Rosinha lembra a mocinha da antiga propaganda do xampu: a voz continua a mesma, mas a barba, como mudou… O Professor Piva é aquele filho de lavrador papa hóstia que o padre da roça encaminhou ao seminário: lá aprendeu latim, religião e piedade, refugou o voto de castidade e nos poupou do vício em meninos. Mantém o sotaque de padre da roça, o cara com cecê que vem  nos visitar e come um bolo inteiro.

O PT faz como José Mauro de Vasconcelos: Doutor Rosinha é a canoa do partido, até no nome. Sempre disponível. Quando não tem candidato ou quando os candidatos disponíveis não querem o vexame da derrota, está ali o bom doutor. É o regra três, o genérico fitoterápico, nada fortificante e completamente anódino. Ele aceita, se submete, aparatchik disciplinado, humilde, como João Vaccari Neto, fiel e discreto até sob tortura.

Foi esse o debate de ontem, nada de Paraná, era o júri de Beto Richa e seus supostos cúmplices ali presentes. A emissora podia ter emprestado roupas cenográficas ao Doutor e ao Professor. Eles compareceram vestindo ternos com cheiro de naftalina, vindos do baú dos avós que morreram há mais de cinquenta anos. Ninguém vota em candidato maltrapilho. Desconfia que começa a roubar para comprar roupa nova.

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In modo, in re

A professora de música – na época, canto orfeônico, invenção do maestro Villa Lobos para o currículo das escolas – dá o fora no marido professor de latim para ficar com o de português. Internato, escola fechada, só de homens, meninos e adolescentes, foi um escândalo.

Os alunos acharam o máximo, porque achavam a professora o máximo. O marido, detestavam mais que todas as declinações do latim clássico. O pivô era aquele professor amigão, eterno adolescente. Alguns cedefes pincelaram seu verniz de cultura: “foi a crônica da morte anunciada”.

Muito mais tarde a linda professora explicou causa e consequência. Distinta, elegante, sonora e harmônica como o Chopin com que nos enlevava ao piano, contou à colega indiscreta, meio em português, meio em latim: o marido era suaviter in modo e o namorado era fortiter in re.

Depois o latim e o canto orfeônico caíram do currículo, um dos crimes da ditadura. Como nessa época amei a professora e aprendi latim, traduzo em português de boteco: o marido era bola murcha; o outro chegava junto, pegava de jeito.

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Desgraça pouca…

Absurdo, a multidão de candidatos a senador e não se faz debate entre eles. Parece que só existem dois, já eleitos. Beto Richa exposto como está seria presa fácil para qualquer adversário, Beto presente ou ausente. Corremos o risco de tê-lo como senador.

O Paraná, triste admitir, mostra vocação para o atraso: elegeu Beto duas vezes prefeito e duas governador. Ele só perde para o terceiro colocado se  irmão, primo, contador, parceiros e associados continuarem presos. Com a margem apertada nas pesquisas, os votos deles farão falta na urna.

Desgraça pouca é bobagem. Teremos Roberto Requião fechando 24 anos no Senado depois de 12 no governo. De próstata retificada e resignado ao toque retal, vai longe disputando novos mandatos. Com duas aposentadorias e habilitado para a terceira, insiste em continuar na ativa.

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Os ladrões errados

Tá tudo errado, punimos os ladrões errados, esses do PT e das empreiteiras. Os ladrões de verdade, os ali babas, estão no PSDB, os tucanos. Agora o ex-governador Marconi Perilo, de Goiás, está na mira. A Lava Jato pega os trombadinhas e deixa os ladrões de casaca livres para disputar Senado, governos e presidência.

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