Bandidos errados

Bolsonaro antecipa que não irá prorrogar a intervenção militar no Rio, que vence no fim de dezembro. Tem razão, foi desnecessária. Descobriu-se agora, quando os bandidos mais perigosos foram para a cadeia – o governador em companhia das quadrilhas do legislativo e do tribunal de contas. Os militares combatiam no lugar errado os bandidos errados: os morros, ao invés das sedes dos poderes.

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Crazy solta

Hoje em Brasília tem reunião de autocrítica do diretório nacional do PT. Os presentes trocarão a camiseta do Lula Livre pela camisa de força da Crazy Solta.

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Cotas no Planalto

Com a nomeação de um almirante para chefiar ministério civil, Bolsonaro pratica o sistema de cotas de ministros militares: quatro do exercito, um da marinha, um da aeronáutica, respeitados peso e efetivo das forças armadas. Até que não foi guloso, já que eleito para restaurar o regime militar, como seus eleitores desejavam.

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Sainte e meliantes

Palavrinha de defesa para Eunício Oliveira, presidente sainte, e senadores meliantes que aprovaram o aumento aos magistrados. Eles não pensaram nos magistrados. Pensaram nos funcionários nababos do Senado, que estavam contidos no teto salarial da magistratura. Com o aumento aos magistrados, os nababos ficaram de boa. Se os que não ganharam aumento ficam quietos como cordeiros, tem mais é que defender sainte e meliantes.

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Conjunto da obra

O PIB brasileiro voltou ao nível de 2012. Ainda sentiremos saudades de Michel Temer. Um tiquinho, porque o conjunto da obra é uma obra, no mau sentido.

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Isca infalível

“Pacu pequeno, minhoca; pacu grande, mandioca.” (Arthur Maiolli, pescador e filósofo de Jacarezinho, PR).

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Sodoma no morro

Os quatro últimos governadores do Rio foram presos, o atual em pleno exercício do mandato. Problema dos governadores? Não, problema do Rio. Graciliano Ramos disse que Alagoas merecia sumir e no seu lugar surgisse um golfo, o primeiro do Brasil. Ao Rio há quem sugira um tsunami ou o anjo que destruiu Sodoma. Antes, o anjo teria que sobrevoar Brasília.

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Baba ovo explícito

Bolsonaro bateu continência ao assessor de segurança nacional de Donald Trump ao recebê-lo em casa, no Rio. Deve ter recebido a patente de capitão do exército dos EUA. Normal, o filho deputado circulou nos EUA com o boné da campanha de reeleição de Trump. Depois da continência ao empregado o que Bolsonaro fará para o chefe? Tire as crianças da sala.

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Mais isso tudo aí

A firmeza das decisões de Jair Bolsonaro impressiona. Caso da área de direitos humanos, mulheres, negros e deficientes, que ele achou desnecessário ser atendida por ministério.

Reunido com mulheres congressistas – uma delas, senadora Mara Gabrilli, tetraplégica devido a acidente -, ouviu argumentos e mudou de ideia: haverá ministério da área.

Com dois adendos. Um, será o ministério de direitos humanos e “tudo isso aí” – esta a área fundamental. Dois, o ministro será evangélico, retrógrado e defensor radical da família composta de homem e mulher.

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Pato manco, frouxo

Os médicos brasileiros estão deixando o SUS para entrar no Mais Médicos. Uma solução perfeita: deixa duzentos santos pelados para vestir um outro, só um. Ninguém cobrou de Michel Temer uma palavrinha que fosse de defesa de suas prerrogativas depois que Jair Bolsonaro atravessou o espadim e conseguiu que os médicos cubanos fossem chamados de volta. Nestes meses finais o presidente só faz jogadas para se preservar no futuro. O Brasil que se exploda.

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