A peruca e as ideias

O ministro Luiz Fux, responsável pelo plantão do Supremo, decidiu que o ministro Gilmar Mendes ficaria com os processos que envolvem o ex-governador Beto Richa. No dia seguinte atendeu requerimento da procuradora geral da República e afastou Gilmar, atribuindo os processos ao ministro Luis Roberto Barroso. O que aconteceu antes de mudar de ideia? A peruca do ministro estava fora do lugar. Uma peruca mexe com as ideias.

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Siga o CPF

O ministro Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, faz a observação pertinente sobre a tragédia criminosa de Brumadinho: “temos que chegar ao CPF de alguém”. Por quê? Entre as razões a mais simples: a Vale do Rio Doce distribuiu R$ 79 milhões em contribuições políticas nos últimos anos.

Um monopólio que faz até a China dependente de seu aço precisa dar dinheiro a políticos? Sim, precisa. A impunidade da tragédia criminosa de Mariana e a facilitação por lei estadual, fiscalização e liberação da barragem de Brumadinho também dizem muito.

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Cida embaixadora

A ex-governadora Cida Borghetti produziu um factóide: acaba de ser titulada embaixadora mundial da família. Pela ONU, Unesco, essas organizações menores? Não, pela Organização Mundial da Família, ONG presidida há mais de trinta anos pela curitibana Deise Kusztra.

Cida não adquiriu traquejo para o ‘mundial’ por falta de tempo no governo do Estado. Mas é craque em ‘organização’, ‘estadual’ e em ‘família’, pois, além de embaixadora, foi vice-presidente da Organização Estadual da Família Barros.

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Quem, quais?

O vice presidente Hamilton Mourão declara que o Brasil pode colaborar com a Venezuela enviando médicos e medicamentos. Médicos, quais? O Brasil sequer consegue repor os médicos cubanos expulsos no grito por Jair Bolsonaro. Medicamentos? Talvez a Venezuela nos ajude a descobrir onde estão os que faltam na rede pública.

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Gato e ratinho

A história é cheia de ironias, mostrou Isaac Deutscher, o historiador marxista inglês. No Paraná vivemos uma, criada inadvertidamente por gente avessa à ironia, o ministério público e os políticos. A ironia de termos um governador chamado ratinho e um ex-governador acusado de gato.

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Perto do ideal

O TSE tem uma fila de quase oitenta partidos à espera de homologação. Em funcionamento já existem perto de quarenta. Cento e vinte partidos é pouco diante do número ideal: tantos partidos quanto os membros do Congresso. Cada senador e deputado terá seu partido próprio, com fundo partidário, benefícios de liderança e presença em comissões, que terão que ser multiplicadas.

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As manguinhas de Mourão

O vice Hamilton Mourão não veio a passeio, veio para jogar. Fala o tempo todo, recebe a imprensa, que trata muito bem, dá opiniões sobre assuntos do governo. O que faz e o que diz nunca resulta em ações do governo, mas faz contraste chocante com o presidente, que só fala com os filhos e os generais, foge da imprensa ou a ofende, e não dá opinião sobre nada, o que deixa a impressão que não tem opinião nem noção sobre os assuntos do governo.

Mourão já tinha posto as manguinhas de fora. Agora arregaçou as mangas: menos de um mês de mandato já montou bancada no Congresso, três senadores e três deputados federais. Agora trabalha para fazer Fernando Collor presidente do Senado. Mourão é mistura de José Alencar com Aureliano Chaves. Quando incorporar Itamar Franco com o rancor de Michel Temer, Jair Bolsonaro vai sentir a artilharia do vice. E vice é aquela coisa: não pode ser demitido.

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Será?

O ministro Sérgio Moro manda a PF investigar as ameaças de morte denunciadas pelo deputado Jean Wyllys. Será que consultou o chefe, desafeto declarado de Wyllys? Ou os filhos do chefe?

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Cúmplices e calados

O silêncio do PT sobre a tragédia de Brumadinho é daqueles que nos deixam surdos. Nem uma palavra de Gleisi, de Haddad, do companheiro José Dirceu. A saída de Lula para o enterro do irmão é mais importante para o PT que os 100 mortos e 260 desaparecidos de Minas. No primeiro caso já se esfregam no protocolo da ONU, a tradicional queixa de perseguição ao “preso político”. No segundo caso, o silêncio cúmplice. E não é que não queiram tirar partido da desgraça alheia. É que nessa desgraça todos os partidos políticos são cúmplices. Mais que todos o PT, cujo governo estadual em Minas, favoreceu e aprovou a barragem de Brumadinho.

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Nem tu, Gisele?

Leonardo Di Caprio condena a tragédia de Brumadinho. Não gostamos quando gringo mete o bedelho no Brasil, mas fica chato não ouvir Gisele Bündchen sobre o assunto. Está sob efeito do puxão de orelhas da ministra da Agricultura?

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