A arte do golpe

ESSA história dos generais cagões que arrepiaram no golpe de Bolsonaro tem justificativas e antecedentes. A justificativa é a prudência do cabo de guerra, que sabe dos riscos e poupa vidas diante de guerras antecipadamente perdidas. Entre os antecedentes, há bons e maus generais que fogem da guerra. Os bons são aqueles da Arte da Guerra, de Sun Tzu, que só combatiam em último caso, quando certos da vitória – e no geral nem combatiam, pois o mestre Sun dizia que sempre se deve conhecer o inimigo antes de iniciar a guerra; assim, se os dois generais se conheciam, cada uma ficava no bivaque tomando chá e furunfando as gueixas.

Não podemos esquecer os destemidos generais gregos, comandados por Leônidas e acompanhados de seus 300 soldados, que diante da ameaça de Ciro (ou Xerxes, não sei), rei da Pérsia que com milhares de combatentes ameaçava escurecer o céu das Termópilas com a sombra de suas flechas, morreram gloriosos, não sem antes responder com desdém: “tanto melhor, combateremos à sombra”. Tinha os generais da Guerra da Secessão a quem Abraham Lincoln pedia por favor para entrarem em combate. Uma vez, irritado, o presidente dos EUA mandou telegrama pedindo que um general lhe emprestasse seu exército, que ele próprio comandaria.

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