A mulher inaugural

CARO, tou de cara com essa proteção dos adolescentes por bobagem. Aqui no Brasil uma empregada doméstica foi presa porque teria estuprado um garoto de 14 anos. Duas vezes. Estupro de homem por mulher não cola e para o povo entender a gente deve desenhar. Como não desenho, explico. Homem precisa de estímulo para envergar o instrumento do estupro. Tanto do estupro que ele comete, um horror de violência, como o estupro que sofre de mulher, no qual não vejo violência.

Na Europa e nos Estados Unidos tem dessas da professora que seduz o aluno e pega trinta anos de cadeia. Hoje tem a professora inglesa (casada, segundo o jornal sensacionalista) que traçou o aluno de treze anos. Isso me choca porque lembro da nossa adolescência e da nossa geração, que começávamos a vida sexual correndo atrás da empregada. Nem sempre funcionava, mas a gente sempre insistia. E a professora? Aí só mudou na iniciativa, agora elas vão atrás dos alunos.

Com a professora a gente se via um Carlos Zéfiro, jogava o lápis no chão para ver as pernas que as marotas faziam questão de exibir. Seria uma glória transar com a professora. Ah, minha professora de francês no ginásio, quando ela falava printemps, eu derretia. De empregadas tinha uma, a Dega, mulherão, bugrona, a mulher inaugural, como disse o ministro que seduziu a ministra de Collor. Tem coisa mais séria para punir. Empregada e professora que seduzem estão educando o moleque. (Saverio Marrone)

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