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Postado em jun 10, 2019 | 0 comentários

A roupa da lava jato

AGUENTE O BERREIRO esganiçado de Gleisi Hoffmann e as cartinhas de Lula em folhas de caderno. Os dois e demais petistas a bradarem “eu avisei”. E teremos que concordar, pelo menos em parte – na parte que não nos deixa com cara de palhaços. Caso de Sergio Moro e Deltan Dalanhol nas conversas sobre a condução da Lava Jato.

Nem tanto quanto ao procurador, que, afinal, pode ser parcial e tentar influenciar o juiz. Chato para Sergio Moro, de quem se espera a pureza da vestal – e as pedras a serem lançadas no ex-juiz da Lava Jato também merecem, com maior razão, alguns ministros e desembargadores. Sérgio Moro foi o único? Não, foi o único a ser grampeado.

O cidadão espera o juiz isento, asséptico, distante, acessível apenas nos autos e frio no exame das provas. Mas temos o vezo da proximidade entre juiz e acusador, traço cultural que subsiste no inconsciente institucional de o juiz ver no promotor o portador da verdade. Sem a contrapartida isonômica com o advogado.

O “eu avisei” dos petistas amplificará a afirmação de que as gravações reforçam a crença de favorecimento a Jair Bolsonaro pelo então juiz da Lava Jato. O liberar a delação de Antonio Palocci à imprensa durante a eleição e a sucessiva aceitação de convite ao ministério, aquilo que até agora era manifesto político, adquire aparência de verdade.

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