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Postado em ago 15, 2019 | 0 comentários

Aprendizes de Pinóquio

A linguagem política destina-se a fazer com que a mentira soe como verdade e o crime se torne respeitável, bem como a imprimir ao vento uma aparência de solidez“ . (George Orwell, Politics and the English Language)

O EX-MINISTRO Antonio Palocci (Lula e Dilma) teve homologado acordo de delação. Nele entregou que o PT recebeu R$ 270 mi de empreiteiras, incluídos trocados para Gleisi Hoffmann, bagatela de R$ 3 mi. O diretório nacional do partido, presidido por Gleisi Hoffmann, soltou nota: o que Palocci denuncia na justiça não tem “qualquer resquício de credibilidade”.

O QUE se diz do PT e o que o PT diz do que dizem dele perdeu atualidade e atrativo. Líderes condenados, lideranças desacreditadas, herança que prostra simpatizantes e seguidores; a patética inação, o estado de catalepsia que não reage ao imperativo de reconstruir o partido, que segue no monocórdio chororô do Lula Livre e do golpe contra Dilma.

CONFIRA-SE a a semântica das respostas, como nessa nota sobre a delação de Antonio Palocci, o rebate de hoje, do “qualquer resquício de credibilidade”. Quem compra que o ex-ministro tenha concebido mentiras tão extensas e completas e delas convencido os juízes que aceitaram-nas como delações legais?

CLARO, calar é consentir, ensina o saber convencional. Tem que rebater. Mas com um mínimo de consistência e factualidade. No entanto, isso de não ter “qualquer resquício de credibilidade” chega a ser infantil, coisa de quem não conhece o poder das palavras. A direção do PT aceitaria a delação de Palocci com algum resquício de credibilidade?

A LINGUAGEM dos politicos trabalha no modo esconder e falsear. É fato, histórico, constatável no dia-a-dia. Está na essência da ação política. Raro o diferencial da sofisticação, do talento de dar credibilidade à mentira deslavada. Isso terminou no Brasil quando FHC saiu do governo. Depois vieram os aprendizes de Pinóquio.

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