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Postado em jan 11, 2020 | 0 comentários

Bob Nunes chorou

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BURT WARD, ator dos EUA, fez o Robin no seriado Batman, que foi ao ar entre 1966 e 1968. Em entrevista conta do problema durante as filmagens: o tamanho de seu pacote, que sobressaía na sunga que compunha o traje do personagem. Os produtores insistiram que reduzisse o volume da região. Burt/Robin até que tentou, usando medicamentos que reduziriam o tamanho do pênis. Ficou com medo e três dias depois parou. Resolveu o problema de imagem com a capa do Robin, com a qual escondia o volume. Pela foto acima a artilharia do Menino Prodígio não sinaliza esse prodígio todo.

O repórter, claro, não podia deixar passar e indagou se Adam West, o Batman, não tinha problema igual. Qual nada – e aqui Burt/Robin trai uma ponta de mágoa diante do colega – ele envolvia o pênis em toalhas para aumentar o volume. Toalhas? A gente logo imagina aquelas de mão ou de rosto, felpudas como devem ser, e, abismados vem o choque sobre a pequenez da genitália do heroi de Gotham City, que além do instrumental tecnológico para abater os bandidos, tinha mais esquema dentro da cueca para abater a má impressão. Não como os toureiros espanhois, que envolvem o pacote em lenços de seda.

Essa obsessão com super-herois que o cinema norte-americano nos impinge, além de revelar a deficiência de caráter dos gringos, acaba levando o espectador ao auto-engano.  Conheci dia destes um moço rico, alto, bonito, sempre calçado em Porsches e motos japonesas, fissurado em super-herois. Ele contava que chorou no último Homem de Ferro quando o personagem morreu. Só de maldade contei-lhe – Bob Nunes é seu nome – que Brad Pitt havia recusado fazer o Super Homem. O motivo, terminativo: “Vou lá fazer um personagem que usa a sunga por cima da roupa?”. Bob Nunes ouviu. E chorou de novo.

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