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Postado em jan 11, 2019 | 0 comentários

Bolivariano e bolsonariano

O vice presidente Hamilton Mourão já é o maior cara de pau do governo Bolsonaro. Em uma semana confirmou a burrice dos que o elegeram ao defender, até mentindo, o alto cargo dado a seu filho, funcionário de carreira do Banco do Brasil: foi perseguido pelo PT, em represália ao pai, nunca recebendo promoções.

É o argumento de todos os nepotistas – o filho é competente. O filho teve as promoções nos oito anos petistas. E não haveria como não as receber em empresa organizada em sistema de carreiras. Claro que não chegou à presidência e ao cargo atual, pois naquela época era o PT que aparelhava o Banco do Brasil.

Agora é o governo do Capitão e do General que aparelha o Banco. Exemplo: o cargo ao filho de Mourão. Essa coisa de filho competente tem sido o maior dos escárnios ao sistema republicano. Na república, regime da igualdade, as oportunidades têm que ser iguais, disputadas entre todos, competentes ou não, filhos de hierarcas do governo ou não.

Nada muda, seja qual for o governo, de esquerda ou de direita. Na república brasiliana o mérito define-se no parentesco, o sangue azul que flui do poder. Assim era nosso bolivariano Roberto Requião quando explicava a escolha de irmãos para cargos elevados. Assim fez nosso bolsonariano para a escolha do filho.

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