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Postado em maio 15, 2019 | 0 comentários

Brasil – desigual e injusto

O MINISTRO DA FAZENDA, Paulo Guedes, não quer reajustar a tabela do imposto de renda. Diz que “não há espaço”. O último reajuste foi em 2015, quando a inflação bateu em 10,67%. Desde então a inflação não baixou dos 4% anuais. Nosso dinheiro perde poder de compra porque o governo usa as mesmas alíquotas no imposto de renda.

Nada bastasse, o ministro quer mexer nas deduções sobre despesas de educação e saúde. Ou seja, gastos com médico, hospital e escola não garantiriam, no ano seguinte, a magra restituição de parte do imposto que o governo já mecanizou. O imposto sem reajuste aumentaria com a falta de isenção daquelas despesas.

Fosse o Brasil a Escandinávia ou a Alemanha, o imposto de renda chegaria a 40/50%, mas o governo daria escola, médico, hospital em troca do imposto que cobrou.  Aqui, não. Saúde precária, demorada e escola de má qualidade e imposto elevado sem qualquer contrapartida em serviços pelo Estado.

Entre nós o imposto, incluído o de renda, sustenta um Estado ineficiente. E há instituições, como Judiciário e Legislativo, não afetadas pela tabela congelada porque, isolada e potestativamente, concedem-se aumentos sem os condicionamentos e restrições de todos os brasileiros.  Nelas, mesmo com tabela congelada, o resultado líquido é confortável.

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