Brava, Gleisi

Se acontecer qualquer violência ao presidente, nós consideramos uma prisão política, uma prisão que vai expor o Brasil ao mundo. Viraremos uma republiqueta de bananas.

Palavras de Gleisi Hoffmann, senadora até dezembro próximo e – a menos que alguém melhor apareça – presidente do PT. A senadora é patética. O modo como fala deixa dúvidas sobre a universidade que cursou e a experiência que deveria ter adquirido nos cargos da administração petista. “Se acontecer alguma coisa ao presidente [modo subjuntivo, condicional], nós consideramos [modo indicativo, presente] uma prisão política”. Os tempos devem combinar.

“… uma prisão que vai expor o Brasil ao mundo”. O que expõr Brasil ao mundo não ´r a prisão, foi a condenação; não foi a condenação, mas os fatos que levaram à condenação. “Viraremos uma republiqueta de bananas”. Bacana, a senadora gradua as repúblicas bananeiras entre as pequenas, republiquetas, as médias, repúblicas, e as grandes, republiconas (no léxico gleisiano deve existir a ‘republicona’). O sufixo ‘cona’ é algo bárbaro, mas vale. Culpa de Lula com aquele elogio às companheiras.

Tirando a argumentação de quarto grau de ensino fundamental, a senadora quase acertou: o Brasil não ‘virará’ (ui!) uma republiqueta de bananas; o Brasil sempre foi uma república bananeira. A coisa apenas acentuou com os governos peto-emedebistas e lulo-dilmo-temeristas: crescemos, agora somos a republicona de bananas. Já me alertaram quanto à má vontade com Gleisi. Eu me esforço para ter boa vontade. Mas daí Gleisi volta ao normal.

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