Páginas de menu

Postado em set 15, 2020 | 0 comentários

Candidato muito, Curitiba pouca

Curitiba atinge os 15 candidatos a prefeito. Muito candidato para pouca Curitiba? Não, absolutamente, para um sistema que se aproxima dos 40 partidos instalados. Portanto, há espaço para pelo menos mais 25. Não há como evitar. O trabalho agora será da justiça eleitoral e da televisão para acomodar todo o povo na propaganda obrigatória.

Quem perde, quem ganha? Perde a democracia, porque o atropelo de candidatos e a quantidade de partidos revela a deformação de um sistema cujos partidos agregam interesses de grupos e não de ideias e projetos; quem discorda disso que reflita sobre a constante migração de políticos entre partidos existentes e destes para partidos novos.

O povo perde, mas o povo não se considerada povo e nem tem noção do que esta condição lhe assegura. Os próprios políticos drenaram a ontologia da palavra, que substituíram por população – um ato falho que revela que para eles o critério demográfico anulou o critério político. Falam de população, nunca de povo. Confira.

Ganham os políticos, ainda quando perdem. Os políticos e seus partidos de aluguel, de circunstância e de negócios. Melhor seria candidatos ao invés de políticos, uma vez que há mais candidatos-só-isso que políticos-só-isso. Mas os candidatos-só-isso vêm para formar musculatura para transformar-se em políticos-só-isso, seu projeto para o futuro próximo.

Fazem o jogo de seus partidos, do dinheiro para as campanhas, das sempre obscuras negociações – que derivam para apoios mais à frente com os bem postos para a vitória. O triste está em que a repetição de eleições fortalece o poder de engano dos políticos na mesma proporção em que debilita ainda mais a já fraca inteligência do eleitor.

Compartilhar:

Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *



error: O conteúdo está protegido !!