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Postado em abr 16, 2019 | 0 comentários

Caxinguelê com mico-leão

De muita discrição e sutileza o movimento para limpar a barra do ministro Abrão Vaintroba, da Educação: ele não é judeu, só tem seus 25% de sangue judeu por causa do avô paterno, que era judeu. Até que bate, pois os judeus só consideram judeu o filho de mãe judia – o pai, o pai do pai e a mãe do pai podem ser cruza de caxinguelê com mico-leão e está tudo bem. Faz muito, mas muito sentido, tanto que o ministro não tugiu nem mugiu, não piou nem trinou com o épico vexame bolsonárico do Holocausto de esquerda a ser perdoado.

Se o ministro vivesse na Alemanha nazista de esquerda estaria ferrado. Naquela época para entrar no partido nazista o interessado teria que provar que até o ano de 1750 não tinha ascendentes judeus em linha reta. Portanto, pai, avô, bisavô, trisavô até o quinquilhavô. Na dúvida, o ministro pode conferir na biblioteca do Planalto o livro de Hannah Arendt, As origem do totalitarismo. Como o Holocausto foi perdoado e não esquecido por Jair Bolsonaro, ao ministro Vaintroba bastou provar que tem antepassado judeu até ali por 1925.

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