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Postado em jan 11, 2019 | 0 comentários

Crazy Mourão

Jair Bolsonaro é como o Don Quixote do romance, que confundia o inimigo com os moinhos de vento. O novo presidente elegeu Lula como seu moinho de vento. Assim também acaba na literatura, como o outro cavaleiro. Hoje o verdadeiro inimigo de Bolsonaro está ao lado dele: é o vice, general Hamilton Mourão, que fala o que não deve quando não deve (aliás, vice não deve falar, pois quando fala diz bobagem). Foi assim desde antes da eleição.

A última de Mourão não é de general, é de cabo de esquadra. Criticou a ida de Gleisi ‘Crazy’ Hoffmann, presidente do PT, à posse de Nicolás Maduro na Venezuela: “falta de noção”, disse Mourão, palavrório que faz rima e não dá solução. A deputada não tem noção, até Lula sabe. E Mourão, tem noção o quando quebra o discurso moralizador que elegeu a chapa de Bolsonaro ao permitir e defender o cargo dado a seu filho no Banco do Brasil?

Por enquanto ficamos assim: Mourão e Gleisi se equivalem, os dois não têm noção. Gleisi, pelo menos, à sua maneira tosca e estouvada, tentava ajudar, febril e excitada na devoção ao líder. Bolsonaro vai aprender com Mourão aquilo que poucos presidentes sabem: como não se pode demitir o vice, escolha-se um mudo para o cargo. E que não tenha sido aluno da primeira-dama, professora de Libras.

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