Decifra-me ou te desaforo

Sou candidato até que a verdade apareça e que a mídia, juízes e procuradores mostrem o crime que cometi ou parem de mentir.

Da carta de Lula para Gleisi Porta Lula Voz Hoffmann da Silva. Se é assim – “candidato até que a verdade apareça, etc – basta que a mídia, juízes e procuradores contem a verdade e mostrem o crime. E parem de mentir, como exige a cláusula final do pensamento de Lula.

Parece delírio, pois essa verdade só pode ser a de Lula, com a qual a mídia, os juízes e procuradores não concordam. Para tirar Lula da corrida presidencial, conforme a cláusula da carta, não será pela verdade, mas pela mentira: mídia etc afirmando que ele é inocente.

O pensador de Garanhuns nos enreda em enigmas que mesclam, sobrepõem, intercalam, paradoxos sucessivos. Como “ser candidato até (…) que a mídia, juízes e procuradores mostrem o crime que cometi”. Ora, eles já fizeram. Portanto, Lula pode desistir da candidatura.

Mas quando pensamos que estão vencidos todos os paradoxos surge mais um, o último: “sou candidato até (…) que a mída, juízes e procuradores (…) parem de mentir”. Então se as mentiras desaparecerem Lula também desaparece?

Lula sempre foi tortuoso no raciocínio, característica dos presidentes petistas. Porém esta sucessão de disparates leva a pensar que puseram algo na água que bebe na Masmorra do Brasil (© Rafael Greca). Ou que falta algo nessa água.

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