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Postado em maio 16, 2019 | 0 comentários

Eles contra eu

JAIR BOLSONARO está quase a instalar o partido único no Brasil. Não será o partido dele, que não atende a cláusula de barreira porque é composto pelos quatro filhos, pela segunda mulher e pelos nove primos da segunda mulher que fantasmavam no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro. Partido único porque no Legislativo todo mundo começa a ficar contra o presidente.

A culpa, claro, é do presidente, que se comporta como chefe de facção, que não entende que a presidência é função de agregar em torno de projetos em favor do país. Jair Bolsonaro opera no modo ‘eu contra eles’, ou melhor, ‘eles contra eu’ (assim fala o ministro da Educação, que confunde o uso do eu com o do mim). A última, melhor, a mais recente trapalhada do governo aconteceu ontem.

A encrenca agora vem do ministro Onyx Lorenzoni e envolve o imbróglio do corte do orçamento das universidades. Ouvido na câmara dos deputados, o ministro da Educação conseguiu desagradar gregos e baianos. Os deputados resolveram interferir no corte, afinal são eles que votam o orçamento federal. Onyx disse o óbvio que não se fala jamais na política: os deputados queriam tirar vantagem do governo.

Resultado: o próprio líder do PSL, partido do presidente Bolsonaro, encaminha requisição para o comparecimento do ministro Onyx Bolsonaro para explicar o que entende por “vantagens” para os deputados. Pergunta retórica, óbvio, todo mundo sabe o que são vantagens para políticos. É coisa de fazer corar um frade de pedra, como ensinaram nossos avós. Pode-se pensar nelas, mas jamais falar delas.

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