Páginas de menu
TwitterFacebook

Postado em set 15, 2019 | 0 comentários

Enfim, um juiz de bigode

Luiz Antonio Bonat

O UOL traz reportagem sobre Luiz Antonio Bonat, o juiz que substituiu Sergio Moro na 13a. vara federal de Curitiba. Bonat toca os processos em ritmo pianissimo, lento, suave, sem estridência. Moro era o allegro maestoso, rápido, vibrante. Em outras palavras, Bonat não tem pressa, não carrega o relógio nas costas, desesperado para dar sentenças. Procura entender os casos, avaliar as provas, dar tempo não só ao tempo como a réus e advogados para prepararem suas defesas. E o ministério público, para ele, é apenas uma das partes, no mesmo nível, valor e qualidade da advocacia. Não faz tricô nem crochê com procurador.

QUEM É advogado antigo tem definição para Bonat: é aquele juíz antigo que ainda usa bigode. Advogados antigos sabem o valor de um juiz desses: profissional discreto, distante, técnico, equilibrado, que não dá intimidades. Os advogados jovens não sabem a diferença; só conhecem juízes modernos, mundanos, jovens que fazem estragos nas mídias sociais, metem a colher no cozido alheio, armas e bíceps à mostra. Muitos de rosto escanhoado como bebê pé-vermelho, outros de barbas e cabelos longos, não raro de brincos, tatuagens, montados em motos possantes. Advogados de toga, à espera de assumir o Senado.

Compartilhar:

Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *