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Postado em out 19, 2020 | 0 comentários

Eu, Jair, e ponto final

Bolsonaro decreta, feito um czar: “a vacina contra o covid não será obrigatória; e ponto final”. Sempre foi o ministro da Saúde, aquele general apenas seu biombo e fantoche. Agora torna-se juiz e carrasco e condena os brasileiros à morte: quem quiser que se vacine; quem não quiser, que se exploda. Daí a excluir a participação do Estado no esforço e nas campanhas de vacinação é um passo, cada um que pague sua vacina.

Não é apenas mais um caso de estupidez boçal do presidente: na faculdade de vacinar – que ainda será levada ao STF – o Bolsonaro afaga os pentecostais evangélicos, que negam a pandemia e pregam a reza para combatê-la. Bolsonaro está cada dia mais à vontade, seguro no autoritarismo: a dezena de generais no Planalto, parlamentares ocupados com suas cuecas e um STF em torvelinho personalista favorecem seu jogo.

O próximo passo do presidente será decretar: “eu fico na presidência até quando quiser; e ponto final”. Bolsonaro sonha com e trabalha no sentido de ser mais um ponto final em nossa democracia, esta uma reticência na história do Brasil republicano. Desta vez o iletrado Bolsonaro pelo menos acertou o ponto final. Porque o falou por extenso. Um povo que aceita Bolsonaro não merece ser livre, pois renunciou o direito.

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