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Postado em jan 13, 2021 | 0 comentários

As digitais de Bolsonaro

O ministro da Defesa reage contra o projeto de lei que altera os sistemas das polícias militares e civis. No geral, o projeto pretende:

  • Primeiro, mandato para os respectivos comandantes-gerais e delegados-gerais.
  • Segundo, comandantes gerais e delegados gerais poderão ser exonerados livremente pelos governadores.
  • Terceiro, a carreira militar estadual chegaria à patente de general, hoje limitada à de coronel.

Há críticos vendo as digitais de Jair Bolsonaro, seu golpismo, suas ligações notórias com policiais militares do Rio Janeiro e o modo como corteja os militares estaduais, aos quais obsequia em formaturas e cerimônias. O presidente estaria preparando sua milícia para o futuro golpe. Difícil comprar a leitura.

Fica estranho isso de mandatos discricionariamente revogáveis para comandantes e delegados gerais. Não faz diferença, senão o problema de estimular a disputa eleitoral nas corporações, seguida pelo drama inaugurado por Jair Bolsonaro da nomeação do primeiro colocado. Eleição em corporação é sinônimo de confusão.

Os generais da União reagem à perda de prestígio pela convivência com os generais estaduais. Se o estadual não comandar tropas contra o federal não haveria problemas, pois um coronel da PM pode, em tese, fazer o mesmo. Problema mesmo são os generais da ativa dando vexame no governo Bolsonaro.

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