Páginas de menu
TwitterFacebook

Postado em abr 17, 2019 | 0 comentários

Moro moraliza, mora?

O ex-Sergio Moro é candidato a candidato a presidente da República, quer a faixa e o raider de Jair Bolsonaro. Partido? Ora, partido é detalhe, ou a gente inventa ou a gente empresta ou a gente aluga, diria o senador Álvaro Dias, aquele príapo de legendas. Logo automóveis limpam os desbotados “Lava Jato eu apoio” pelo “Moro 2022”.

No Brasil que elegeu Collor, Dilma e Bolsonaro, no Brasil em que Pabllo Vittar é a mulher mais bonita e Tammy Gretchen o homem mais sensual, tudo pode acontecer. O boi da invasão holandesa não voou, continua no folclore, mas Cristo conversou com a ministra Damares no alto da goiabeira. Sem falar dos poderes mágicos da mandioca e da manga.

Moro candidato ou é legítimo delírio de amor da mulher dele ou é informação privilegiada do ministro. Qual informação? Algo tipo Bolsonaro não emplaca o mandato, Mourão cumpre apenas o mandato tampão, os filhos Zerinhos serão recolhidos pelo conselho tutelar. Ajuda, é claro, ter Deltan Dallagnol na PGR.

Não se brinca com quem manda na polícia federal e controla metade do aparato de informação do governo. Como não voto nele nem sob vara, sugiro o mote da campanha: Moro moraliza, mora? Quanto ao jingle, está pronto: aquele de Jânio Quadros, o ‘Varre, varre, vassourinha’. Jânio e Moro têm afinidade no discurso. E na elegância.

Compartilhar:

Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *