Não encha o saco

A oposição quer conhecer os gastos do cartão corporativo de Lula. Assim como quando era situação reagia às críticas aos gastos de Bolsonaro. Isso vai e volta: gastos sem justificação, liberdades no cartão, presidente glutão e oposição sanguínea. Bolsonaro resolveu o problema com o sigilo de cem anos. Quem quisesse saber dos gastos em picanha teria de esperar 100 anos, até que o gado sumisse do pasto. Lula passou por isso quando presidente: todos estranhávamos a falta de transparência do cartão corporativo do primeiro casal.

Nessa horas, o PT assumia sua destransparência e insistia que informar os gastos comprometeria a segurança nacional. Por exemplo, o laquê, o cabeleireiro e as plásticas de Marisa Letícia, o alfaiate de Lula, os pedalinhos dos netos, essas coisas que podem provocar abalos de grau 7 na escala Richter. Para o PT, a parcimônia e a probidade com o dinheiro público é problema apenas eleitoral, nunca administrativo – em especial quando está envolvido. No que, de resto, nada difere de seus aliados de sempre, os bandidos dos orçamentos.

Lula tinha e tem resposta para isso, como quando trouxeram a ele o relato do trânsito de Lulinha na área empresarial. Indiferente, recebeu com misto de desdém e desprezo a petulância de quem bisbilhotavaa vida do “Ronaldinho dos negócios” (o apelido que deu ao filho). Na lata deu o basta: “Ora, não encha o saco”. O saco dele, Lula, que o de Lulinha estava cheiíssimo –  dos dividendos da Gamecorp. Não é porque Moro&Dallagnol percorrem seu purgatório que vamos passar pano em Lula, agora com o amor atiçado pela gula.

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