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Postado em jan 12, 2021 | 0 comentários

Nem para general serve

A vacina virá “no dia D e na hora H”, diz o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, general de Intendência do Exército. Um general da arma de suprimentos ineficiente como ministro da Saúde da pandemia é da índole do governo Bolsonaro: os piores em funções delicadas. Ministro nenhum pode ser menos burro que o presidente.

(Bolsonaro lembra a anedota sobre o governador do Sul do Brasil, que tinha fama de homossexual; o povo comentava que ele sumiu com o pavão que passeava garboso pelos jardins do palácio do governo. Motivo: não admitia ali um rabo mais bonito que o dele.) Mas general ministro falar em hora H e dia D é o fim da picada.

Qualquer sargento de infantaria sabe que o dia D foi a data secreta dos Aliados para desfechar a ofensiva final da II Guerra Mundial. Uma data secreta para vacinar os brasileiros? Que general é esse? Hora H é o momento final e decisivo para qualquer ação. Então o general pretende nos pegar de surpresa e matar o vírus?

Com essa ciclópica burrice e a galática falta de noção, o general Pazuello põe sob suspeita sua formação militar e o mérito das promoções que o elevaram à patente máxima. Consola saber que ele não cuidaria da intendência na Guerra do Paraguai. Num dia faltaria fuzil, em outro faltaria munição.

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