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Postado em ago 3, 2020 | 0 comentários

O homem-tergal

É DESSES tipos empertigados, duros, o homem-tergal, como aquele tecido que não amarrota nem perde o vinco. Quem o vê imagina um invisível cabo de vassoura a percorrer-lhe do fiofó ao gogó.

Não ri, não sorri, não acha graça de nada, nem de piada de gago, de fanho ou de anão. Uma vez a noiva tentou tirar-lhe uma risada: fez cócegas na planta do pé, no sovaco, mexeu no corrugador da vergonha orgânica, até mostrou burrice do Bolsonaro.

Nada. Agora, ainda sem rir, pelo menos chora. A noiva, em compensação, ri o tempo todo com as cósquinhas do vizinho, o sabido que percorre seu corpo, das orelhas aos pés, passando pelo sovaco e remotas adjacências, com a esperta pena de peru.

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