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Postado em abr 14, 2019 | 0 comentários

O irracional e o beócio

Paulo Guedes, ministro da Fazenda, declara não ter sido razoável a decisão de Jair Bolsonaro ao proibir o reajuste de preço do diesel. Razoável é o mesmo que racional. Razoável é o racional que vai além: aquele que faz muito sentido, além da própria elaboração cerebral, que mantém sintonia com a realidade do mundo e das coisas.

As decisões do presidente, sabemos, sempre estão anos-luz distantes da racionalidade mais remota. Quando, em cima disso, não são razoáveis, elas representam aquilo que todos sabem e muitos poucos dizem, seja por vergonha, seja por cumplicidade, seja por interesse ou tudo isso junto: as bielas de Bolsonaro patinam no eixo.

Portanto, o presidente não pode ser razoável se não é racional. E se Paulo Guedes esperava que seu presidente fosse racional, ou mesmo razoável, o ministro não descende do caipira do posto ipiranga. Descende dos habitantes da Beócia: os beócios, que os atenienses de antanho diziam ser os imbecis, grandes cretinos da Hélade.

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