O novo eu

VIZINHA há 40 anos, ainda me chama Roberto. Nunca corrigi, tanto assim me chamam. Até gosto; não corrijo, chego a atender por ele. Tenho problema com o original, que respeito como escolha e capricho da mãe. Rogério, afora o acento que a norma exige e desfigura na imagem gráfica, não tem a força, a limpidez e a neutralidade de Roberto. Posso mudar, a lei permite. Não vale a pena; serão poucos anos para curtir o novo eu.

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