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Postado em out 31, 2018 | 0 comentários

O passarinho e o astronauta

O ministério da Ciência e Tecnologia vai englobar o Ensino Superior, no enxugamento administrativo elaborado pelo gabinete de transição de Jair Bolsonaro, o gabinete composto pelos generais. O ministro do Ensino Superior será o coronel astronauta Marcos Pontes. Coronel como ministro do ensino superior é combater o incêndio com gasolina.

Compreensível, o presidente eleito declarou na semana – Academia Gracie, de jiu-jitsu, onde recebeu título de lutador honorário – que irá aplicar um “ippon na ideologia”.  Ippon é o golpe que Fernando Collor, também lutador, ameaçava aplicar a corruptos e aos marajás sobre os quais construiu o engodo que o elegeu.

Um ministro de Ensino Superior de formação militar para o presidente que quer nocautear a ideologia evoca a era do grande atraso na educação brasileira, o governo Médici, quando outro coronel, ministro na área do Ensino Superior, impôs a obscurantista Reforma Passarinho – nos fastos da ditadura pelo nome de seu autor, Jarbas Passarinho.

Os maiores de 60 anos cresceram com a tragédia da Reforma Passarinho. Baseada na ‘ideologia’ da Escola Superior de Guerra, a ditadura atacou a base humanista do ensino brasileiro. Foi o primeiro ‘ippon’ contra a ‘ideologia’ que francês, latim, história, filosofia e música representavam na Educação do Brasil. O segundo ‘ippon’ está em preparo.

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