O pelo e o vício

LULA buscou alívio da repressão de Arthur Lira e seus centrinhos amestrados e decidiu impor Guido Mantega para presidente da Vale do Rio Doce. A vontade do presidente era mais intensa que aquela com a qual (e)levou seu advogado a ministro do STF. Até ameaças nada veladas surgiram, segundo a imprensa do gênero “não é bom ter o presidente como inimigo”. Um dá ou desce do Lula que escorrega na megalomania do fetiche do poder. A resistência durou dois dias e Lula e Mantega desistiram do assalto à Vale. Um fator externo e objetivo pesou, e não foi o Centrão: as ações da Vale baixaram de preço na Bolsa; e com o recuo de Lula voltaram a subir.

O presidente, que recaiu na exaltação do recalque messiânico, esqueceu o “nunca antes na história desse país um presidente foi derrotado na escolha de estatal”. Deve ser um rescaldo de Lava Jato/Petrobras/BNDES a repelir o aparelhamento pelo PT, que perde o pelo e conserva o vício. Lembro que Jair Bolsonaro teimava e impunha seus asseclas, ainda que ao preço dos 700 mil mortos da covid, como o ministro/general da Saúde. O segundo Mito demitia os presidentes da Petrobras que o desobedeciam e pôs na rua o presidente da Caixa Econômica que assediava funcionárias. Mas não há comparação entre os Mitos: o outro era o apóstolo do caos.

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