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Postado em maio 16, 2019 | 0 comentários

O robô de Damares

OS ROBÔS SEXUAIS vendidos nos EUA quebram os paradigmas da sacanagem. Têm o que há de melhor no sexo: chegam lá – ou chegam aqui, conforme o gosto -, recitam poesias, falam, gemem, uivam, e atendem a qualquer especificação do cardápio do cliente. Não bastasse isso, têm entrada USB e recebem e despacham e-mails e funcionam em WhatsApp.

O cliente pode escolher altura, peso, medidas e demais características do robô. Menos uma: não podem reproduzir a imagem do cônjuge para não violar o direito à privacidade. Convenhamos que há qualquer coisa muito errada – ou muito certa – no cliente que encomenda robô com a cara do cônjuge. Deve ser aquilo de “se não tem tu, vai a réplica de tu”.

Uma lacuna na lei permite encomendar o robô com a cara de cônjuge alheio – por exemplo, a mulher fissurada no ministro Sérgio Moro. Tenho um primo meu, como se diz em São João do Triunfo, que diz que vai encomendar dois robôs, dois dublês, um de Gleisi Hoffmann, outro de Joice Hasselmann. Até entendo. Eu encomendaria o robô de Damares Alves.

Avisei ao primo que pode dar processo de dano moral com as deputadas. Ele me tranquilizou: “Não vai dar problema. Eu só quero as funções políticas das duas, aqueles barracos de palanque, não tenho atração sexual por elas”. Se é assim, disse a ele, encomende o robô de Olavo de Carvalho ou o do Zero Dois, que pelo menos são instrutivos.

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