Viu, Ciro?

Depois de Getúlio Vargas, manifesto à nação só funciona com tiro no peito.

Compartilhar:

Alpinista

A terceira rejeita a segunda: Micheque critica a mãe de Jair Renan, que continua Bolsonaro no programa eleitoral, candidata a deputado de Brasília. Chama a candidata ex-mulher de “alpinista social“. Alpinista, talvez, que é o profissional que sobe em picos. Social, nunca, que não há nada mais antissocial que um Bolsonaro.

Compartilhar:

Digo que fico

Ciro Gomes comunica que fica. Também diz, como o outro, que é para o bem do povo. Nada promete quanto à felicidade geral da nação. Porque sabe que essa só será possível sem Bolsonar e não será Ciro quem o irá derrotar. O outro mandou-se para Portugal quando perdeu seu lugar. Ciro não vai se mandar para Paris. Daria na vista e porque o lugar já era.

Compartilhar:

Inteligência de piás que piam

PIA Paraná Inteligência Artificial: empresa do governo estadual que sofreu invasão hacker para distribuir mensagens contra o PT. Vai dar em nada, tem fumos de conspirata, direta ou indireta. Explico, na direta a milícia bolsonarista ataca a campanha petista; na indireta a milícia petista (ou você acha que ela não existe?) ataca própria campanha para atingir pela suspeita o bolsonarismo.

Depois de Bolsonaro o ódio que vinha em fogo baixo tornou-se labareda, lava de vulcão. Não neste caso, porque vem do Paraná, tímida e acanhada como a gente do Estado. Tão poucas pessoas atingidas pelas mensagens que estas só balançam o palanque de Ratinho Júnior, estável demais para uma democracia pluralista – que significa Ratinho no singular e gatões no plural.

Desse imbróglio só se aproveita o nome, PIA. Não puseram acento agudo porque é sigla, mas a pronúncia piá é inevitável, tanto no sujeito quanto do predicado, piá pia, pia piá. Porque piá é do uso no Paraná. Os gênios que batizaram a criança não tropeçaram na besteira do nome. Acabou em carma, castigo : uma inteligência artificial de crianças que piam.

Compartilhar:

Arre!

O avião que transportava Jair Bolsonaro arremeteu ontem ao decolar de São Paulo. Maldade usar o arremeter com o Imbrochável. Vira frase obscena: “arre, meteu!” Com direito a sinal de exclamação.

Compartilhar:

Deu no que deu

Bolsonaro foi Bolsonaro no enterro de Elizabeth II. Deu no que deu, se f*odeu. Um vexame só, em verde e amarelo, humilhado e brochado. Na Inglaterra o Mito virou mico: fez comício para brasileiro desmiolado, os ingleses exigiram respeito, e,  pior, saiu na capa da Economist – não como líder mundial, mas como cópia borrada de Donald Trump. Sempre a ver o mundo no limite de seu nariz, foi à ONU e fez campanha contra Lula, tipo horário eleitoral. Inspirado pelos filhos que odeiam livros e adoram policiais bandidos, achou-se o tal. Deu no que deu, se f*odeu: caiu na pesquisa. Corre o risco de ser corrido ainda no primeiro turno.

Compartilhar:

Lula e polvo

“Mãe, o polvo tá na televisão”, diz Carolzinha, 5 anos, que assistia o programa do Ratinho. A mãe tranquiliza, ‘querida, aquele é o Lula. O polvo aparece amanhã’.

Compartilhar:

Turgor eleitoral

A proximidade das eleições e a probabilidade da vitória de Lula no primeiro turno está como a história antiga do aumento da gasolina: os postos congestionados de motoristas querendo economizar o preço de dois litros para completar o tanque. Mas isso era antes dos bons e felizes tempos de Jair Bolsonaro. Bem, nem todo o tempo, pois durante três anos a Petrobras ignorou os perdigotos do presidente da República e preferiu perder diretores a reduzir o preço dos combustíveis. Quando Bolsonaro teve turgor* suficiente para nomear um diretor terrivelmente bolsonarista, a gasolina fica mais barata todo dia – ou menos cara a cada dia.

Os acionistas ainda requisitam a 5a. frota americana contra esse viés anticapitalista de impedir os lucros. Pois é, mal comparando, a proximidade das eleições congestiona o site da justiça eleitoral com gente à procura de números dos candidatos para votar. Sim, mal comparando, porque no posto de gasolina ganha-se alguns trocados; já no posto da justiça eleitoral o eleitor perde fortunas. Porque, ao contrário da outra, a gasolina eleitoral é falsificada. Em tempo: turgor* aqui significa o entumescimento do músculo pela irrigação sanguínea, a mecânica fisiológica sobre a qual Bolsonaro mente sobre seu desempenho amoroso com Micheque.

Compartilhar:

A liberdade e a peruca

A liberdade abriu suas asas sobre a peruca do ministro André Mendonça, o terrivelmente evangélico que Jair Bolsonaro nomeou para o STF? A pergunta cabe: o ministro suspendeu a decisão do TJDF de censurar no site Uol as reportagens sobre as compras de imóveis em dinheiro vivo pela família do presidente da República.

O ministro acusou violação da liberdade de imprensa. Bom para o Uol, péssimo para o universo, pois o ministro também considera censura à imprensa a proibição de fake news. Logo, o ministro apenas foi terrivelmente coerentePorque no bolsonarismo a liberdade é como a libido do presidente da República: fake news.

Compartilhar:

Que los é los é

O vereador Renato Freitas volta ao paraíso: o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, devolve seu mandato, cassado duas vezes. Além da violação da lei, que seria a federal, o ministro indicou o racismo estrutural como razões de decidir. Na lei, tudo bem, mas no racismo o ministro forçou a barra: os cassadores não se fantasiaram de capitães do mato. Mas como dizia minha madrinha, que los é los é.

Compartilhar: