O huno brasileiro

Na Antiguidade dizia-se que por onde passasse o exército de Átila, o rei dos hunos, nunca mais cresceria a grama. Ao fim dos quatro anos de Bolsonaro, a floresta amazônica ficará reduzida à metade; mais quatro anos será um deserto, como o Saara. O rio Amazonas começa a ser contaminado pelo mercúrio da mineração, autorizada pelo governo Bolsonaro. Jair Bolsonaro é o Átila do Brasil. Com a diferença de que Átila matava a grama na terra alheia.

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Profissional e vedete

Pela segunda vez a FIFA elegeu Robert Lewandowski o melhor jogador do mundo. Não pintou Messi, Ronaldo, Neymar, Mbappé. Premiou-se a eficiência do profissional e deixou-se de lado o exibicionismo das vedetes.

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Nepotismo

Cortem esse papo de nepotismo. O verdadeiro, grande, fantástico nepotista é Faustão, que levou o filho de co-apresentador de seu programa na Band. Qual o currículo do rapaz? É filho do dono do programa.

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Manda o meu

Eliana Vidal partiu cedo demais, deixando órfãos filhos e amigos. Pessoa de inteligência excepcional e de humor agudo, instantâneo e certeiro. De profissão tradutora, podia ter ido longe, mas a precária auto-estima impunha a modéstia que parecia esnobismo. Viveu situações antológicas, como a com o pai orgulhoso do filho que iria estudar no Exterior, mas discutia o preço da tradução da montanha de documentos: “A senhora podia cobrar mais barato, que estou gastando uma fortuna para mandar meu filho para a Austrália”. Eliana respondeu na lata, de chapa: “Fazemos o seguinte, eu não cobro nada e o senhor manda o meu filho para a Austrália”.

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Impávido colosso

Bolsonaro diz que “fez a coisa certa” na pandemia. O criminoso confessa, elogia-se pelo resultado e continua a cometer o crime. Não é preso, processado e condenado. Continua solto, impávido colosso da impunidade.

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A verdade sai do poço

Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação, voltou ao Brasil; deixou o cargo no Banco Mundial para onde foi mandado por Jair Bolsonaro para afastá-lo dos holofotes da justiça e da imprensa. Weintraub veio para disputar o governo de São Paulo e chegou chutando o pau da barraca: meteu a boca no presidente da República contando da conversa no período anterior à posse em que este revelava que soubera que o filho Flávio era investigado pelas rachadinhas na Polícia Federal. O melhor da história foi a revelação de que a investigação, até então sigilosa, fora informada em segredo por delegado da PF. Ação criminosa do delegado.

A mesma conversa foi contada pelo general Santos Cruz, ex-ministro de Bolsonaro que deixou o cargo por atrito com Carlos, o filho 02. Santos Cruz também a ouviu da boca do presidente, presentes outros ministros. De diferente a versão de um e outro é o local e o momento: Weintraub situou-a na casa de Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro no Senado, no período entre a eleição e a posse; Santos Cruz não lembra o local e conta que ouviu do próprio presidente, já empossado. Os dois ressalvam que Bolsonaro foi taxativo no sentido de que (1) ignorava o fato e (2) se comprovada a responsabilidade do filho, este seria punido.

Os ex-ministros coincidem nas narrativas – embora a revelação tardia e seletiva, marcada pelo agastamento das relações com Jair Bolsonaro, lhes manche ligeiramente a credibilidade; de qualquer modo foram expressos e claros, falaram em presença de terceiros, o que significa que se expõem a confirmar na justiça e na polícia. A credibilidade, aqui, é questão de tom: a dos ministros, ligeiramente opaca, mas suficientemente translúcida; a de Jair Bolsonaro, escura, suja, desmistificada pelo controle que este exerce sobre a PF para proteger filhos e aliados, sem contar que as rachadinhas estão no centro da desinteligência do presidente com o ministro Sérgio Moro.

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O vice ideal

Fabrício Queiroz, o 01 da rachadinha, amigo e companheiro de pescaria de Jair Bolsonaro, ex assessor do ora presidente e do filho Flávio, declara que irá se candidatar a “cargo eletivo”, possivelmente para a câmara federal. Pode fazer coisa melhor: entrar na chapa do amigo como candidato a vice-presidente. Queiroz está livre de qualquer processo por obra e graça do STJ, é elegível e tem a confiança absoluta de Bolsonaro, para quem atende ao perfil que este espera de seu vice: não conspire para derrubá-lo e não o atrapalhe durante o mandato. Nem Michelle chega a tanto.

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Garanhão de pelúcia

O príncipe Andrew, filho da rainha da Inglaterra, irmão e tio dos futuros reis se a rainha não sobreviver a eles, está no mato sem cachorro: perdeu a mesada, as honrarias e os benefícios de membro da realeza. A causa: o escândalo do milionário Jeffrey Epstein, que abusava de adolescentes e as fornecia para o desfrute de amigos famosos e milionários.

Donald Trump e Bill Clinton, dois ex-presidentes dos EUA, quase caíram na malha fina que pegou o príncipe. Andrew é não só investigado pelo abuso de uma menor como também é processado por esta, já maior de idade. O príncipe se defende de forma até autocondenatória: um acordo entre as vítimas e Epstein teria excluído terceiros de responsabilidade, incluído Andrew.

Os famosos apanhados em abusos sexuais têm esse problema da pressa. Podem escolher qualquer parceiro ou parceira;  basta um pouco de saliva ou brincar de romance. Mas eles vão pegando como se estivessem diante de um bufê livre, só para eles. Hoje os jornais revelam que o príncipe Andrew guarda em casa, desde criança, a coleção de bichinhos de pelúcia. Não dá para entender a família da rainha.

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Comigo não, violão

A cada dia aumenta a fila dos que querem debater com Sérgio Moro. Vai desde Ciro Gomes aos advogados do grupo Prerrogativas passando por ex-ministros da Justiça – até agora só o de Dilma, José Eduardo Cardoso se manifestou. Moro diz que só debate com Lula ou Bolsonaro; se abrir a guarda até o Cabo Daciolo pede carona, de Bíblia na mão. Esse povo pode ser bacana, mas no debate com Moro só querem tirar lasquinha, aparecer. Como o advogado sem noção que denunciou William Bonner porque este incentivou a vacinação.

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O messias de verdade

Bolsonaro é mais qualificado que Lula para ser presidente. Um exemplo demonstra: Lula convida especialistas para discutir sobre a pandemia; Bolsonaro sabe tudo sobre a pandemia, desde as causas, o medicamento e o afastamento social – sabe até quando é puro fingimento.

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