Tudo lôco

Marcelo Queiroga, médico e ministro da saúde no regime bolsonaro, declara-se contra a obrigatoriedade do uso de máscaras durante a pandemia. O Insulto declara-se contra o uso obrigatório de ministros da saúde. Se a máscara não ajuda, os ministros apenas pioram.

Antonia Fontenelle, apresentadora de televisão acusada de racismo, renega a suspeita: “tive dois maridos negros”. O argumento é nulo, tanto ajuda quanto prejudica. Ela pode ter sofrido nas mãos dos dois maridos. Fosse a acusação de anti-maridismo, pegava.

Lindôra Araújo, sub-procuradora geral da república, dá parecer contrário à representação de PT contra Jair Bolsonaro pelo crime de não uso de máscara protetora. Ano passado, a mesma procuradora, não tanto lindôra, deu parecer considerando crime a atitude do desembargador paulista que desacatou o policial que o multava pela falta de máscara em passeio na praia. Para ela não é aquilo de “pãos ou pães, questão de opiniães”, como nos ensinou G. Rosa. Lindôra é da escola do pãos ou pães, é questão de capitães”.

Marlus Viana, vocalista do conjunto Calcinha Preta, foi denunciado de agressão pela ex-mulher, que em seguida retirou o que disse. O problema não pode ter sido a agressão, mas a calcinha, que, uma vez separada, a mulher mudou para o bege, da lingerie da vovó.

Compartilhar:

Prejuízo do saco

O senador Renan Calheiros, relator da CPI do covid, desistiu de reconvocar o deputado Ricardo Barros para depor. Preferiu denunciar o deputado por mentir no depoimento. Melhor olhar de longe essa briga, senão o perdedor será você. Enfiados num saco com todas as cepas do covid, o senador e o deputado saem intatos e o virus, morto. Eles enfrentaram vírus piores. E sobreviveram.

Compartilhar:

Quarentena

A Anvisa passa a exigir quarentena de 14 dias a passageiros vindos de países com surtos maiores de covid. Os países em questão deveriam impor quarentena de 60 dias a pessoas neles desembarcadas vindas do Brasil. Podia ser pelo covid, que no Brasil já matou 600 mil pessoas. Mas o importante é outro surto, no qual poderiam ser contaminados no Brasil: a estupidez generalizada, sob patrocínio do presidente da República.

Compartilhar:

Semântica

Hoje Bolsonaro deu trégua à inteligência ao não abrir a boca. Mas seus generais estão com tudo, foram substabelecidos na burrice do chefe. O general chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, diz que chamar o regime de 1964 de ditadura é questão semântica. Chamar o general de general também, pois o currículo dele não registra nenhuma ação de combate. Nem contra os inimigos de 1964. Tem que mudar o currículo das escolas militares. O general foi aspirante-aluno durante o regime de 1964 e não sabe nada de guerrilha, anistia, AI-5, tortura, Vladimir Herzog, Manuel Fiel Filho. Devia estar lendo sobre a Guerra do Paraguai, a última em que o Brasil entrou (a II Guerra Mundial não conta, porque o Brasil não mandou divisões, brigadas ou exércitos para a Itália; nem militares de carreira, afora os comandantes, mas sim voluntários, os pracinhas).

Compartilhar:

O anestésico do doutor Bolsonaro

Bolsonaro declara que “quem tomou a coronavac está morrendo”. Irresponsável e inconsequente, além de ofensivo com quem morreu, com ou sem vacina, insinua que a vacina produzida no Butantã causa mortes. O que significa isso? Uma coisa só: o brasileiro perdeu ou está anestesiado nos valores cívicos e na consciência moral, pois não se admite que num país que acumula quase 600 mil mortos, o presidente da república revela tamanha falta de compaixão e ponha sua picuinha eleitoral com o governador de São Paulo, acima do único e grande problema nacional.

O Brasil está dividido e perdido; metade dos brasileiros apoia o presidente celerado e metade aceita o que ele diz e faz. Os que apoiam pedem que implante sua ditadura, fechando o poder judiciário – ou o disciplinando como na ditadura que Bolsonaro quer replicar – e impedindo a realização de eleições para perpetuar-se no poder. Quem acreditar que Bolsonaro só se interessa que as eleições sejam pelo voto impresso é inocente útil e tolo certificado: qualquer eleição que não o reeleja será rejeitada por ele, que convocará seus militares e sua milícias para invalidá-la.

O ambiente e o solo estão preparados, só não vê quem não quer, quem quer que venha a ditadura – ou os piores, os que veem e podem interferir e não o fazem porque sabem que qualquer solução, democrática ou autoritária, lhes será benéfica; são os políticos. Bolsonaro nada fez para combater a pandemia; ao contrário, criminosamente a favoreceu. Mas ele conseguiu o que normalmente é atributo dos médicos: o presidente anestesiou os brasileiros, que se mantêm catatônicos, em estado político semivegetativo, placidamente a aceitar suas loucuras, como esta mais recente.

Compartilhar:

A marca do pelourinho

A Fundação Palmares abre concurso para sua nova logomarca. O presidente Sérgio Camargo, que aboliu sua carapinha, a marca de sua ancestralidade, e ostenta lustroso crânio raspado, não gosta da tradicional, original da entidade que celebra a cultura negra, o machado de Xangô. Se depender dele a nova marca terá o capitão de mato capturando escravo fugido ou o negro sendo açoitado no toco do pelourinho.

Compartilhar:

Pinga nos is

Sérgio Reis, uma vez o rei dos sertanejos, convocou caminhoneiros e povo para invadir Brasília e fechar o STF. Depois recuou, ficou deprimido, mas continua insistindo em afrontar o STF no 7 de setembro, agente do radicalismo ao qual foi convertido pelo presidente da República – com quem se reuniu dias antes de soltar o berrante estúpido. Reis já foi desautorizado pelo presidente da Associação dos Sojicultures, que o havia convencido a falar em apoio ao movimento. Depois de levar dura de Blairo Maggi, ex-senador, ex-ministro e o maior produtor de soja do Brasil, o amigo de Sérgio Reis minimizou a fala do cantor, dizendo que este tinha falado sob o efeito “de umas pingas”. Decadência, Sérgio Reis chegou lá em cima com o Pinga ni mim hoje fica reduzido a um melancólico pinga nos is.

Compartilhar:

Nem disfarça

Se houvesse, muitos não estariam aqui.

Argumento do general Braga Neto, ministro da Defesa, contra os que apontam no Brasil a ditadura de Jair Bolsonaro. O general mais uma vez mostra que não tem jeito para disfarçar. Já ameaçou o STF e TSE com medida de força. Agora, deixa claro que uma nova ditadura brasileira faria os adversários desaparecerem – como aconteceu na anterior, aquela na qual não viveu mas aprender a cultuar pelo currículo pela formação que recebeu nas escolas militares, na qual os alunos não são preparados para a diversidade e do contraditório da vida civil.

Compartilhar:

No passo errado

O representantes do Talebã, radicais e violentos no passado, mostram-se comunicativos, sorridentes e acessíveis à imprensa do mundo livre. Isso dá um nó na cabeça do brasileiro consciente e atilado que vive no regime Bolsonaro, do presidente desequilibrado e dos generais sempre com ameaças veladas. Parece que o mundo passou a girar em sentido contrário. Só não causa mais impressão porque assim como o Brasil vivem os cubanos e os venezuelanos, entre outros.

Compartilhar:

Fato relevante

O Brasil da era Bolsonaro anda tão pobre, tão chinfrim, tão burro, tão atrasado, tão vergonhoso, que o único fato relevante a ser relatado no blog é que hoje se comemora o Dia do Pão de Queijo. Ainda hoje recebi a foto da garotinha de 4 anos, que vive nos EUA e não fala uma palavra de português, delirando de contentamento com um pão de queijo na mão.

Compartilhar:
error: O conteúdo está protegido !!