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Postado em mar 13, 2019 | 0 comentários

Pensso, logo inssisto

“Quem era Marielle? Só ficou conhecida depois do assassinato”.

Da entrevista do deputado Eduardo Bolsonaro ao Uol. A família Bolsonaro desafia qualquer tentativa de raciocínio, elementar, tosco, primário que seja. Pergunta infeliz, ideia pobre, mesquinha, insensível, sem sequer o rebuço da hipocrisia, o escudo de políticos e mentirosos.

Marielle e seu motorista, ela conhecida, ele, vítima das circunstâncias dela. Quem era ela? Ela era o mesmo que o motorista, Anderson Gomes. Os dois conhecidos pelo atentado, pela morte violenta, absurda, inaceitável em qualquer sociedade minimamente civilizada.

Se os assassinos lhes tivessem dado o benefício da escolha, Marielle e Anderson prefeririam estar vivos e desconhecidos. Mas não fiquemos apenas na anotação da estupidez dos raciocínios da família Bolsonaro – ainda com o inevitável e difusamente genésico ‘isso aí’.

Ainda que o deputado tenha dito que lamenta o atentado contra a vereadora e seu motorista, ele avança na exposição da mente doentia, soturna e sombria da família: “mil pessoas foram assassinadas e não se faz a celeuma como esta do atentado a Marielle”.

Ou seja, como sempre na dobra das barbaridades bolsonáricas ficamos com a conclusão elementar: se não se deu destaque aos assassinatos brutais de tantos, por que dar visibilidade ao assassinato de uma vereadora e de um motorista desconhecidos?

A resposta é simples, não cabe na lójica bolsonárica: o atentado a Marielle pode não ter dado visibilidade a tantos outros, iguais aos dela. Mas deu visibilidade aos métodos e aos autores, próximos do poder no Rio de Janeiro. Aqui o soluço inconsciente do deputado ao minimizar o crime.

Um desses assassinos, próximo, vizinho de condomínio do pai do deputado Bolsonaro, quase sogro do irmão do deputado Bolsonaro. A família Bolsonaro é como aqueles automóveis pré injeção eletrônica: se pisar muito no acelerador, afoga o carburador e não dá a partida.

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