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Postado em set 18, 2020 | 0 comentários

Político de pelica

Nunca antes na história do Paraná houve um político com a bravura do deputado Ney Leprevost. Ele lançou-se candidato a prefeito, mas sua candidatura durou menos que os ministros da Educação de Bolsonaro. Não conseguiu, o governador não deixou e deu-lhe como compensação o retorno à secretaria que antes ocupava.

Em economia seria a tal soma zero: não ganhou nada e não perdeu nada. Em política, é melhor não especular, pois a capacidade de cálculo do deputado-secretário deve ser excepcional. As pesquisas davam-lhe o segundo lugar, depois de Greca e antes de Gustavo Fruet (que também desistiu, mas por falta de dinheiro, não por ordem do governador).

Para não ficar perdido, falando para as tias de Piraí do Sul, Ney tomou atitude firme, destemida, desassombrada – como dizem os políticos de Brasília. Jurou que nem morto apoiaria Greca e declarou apoio ao candidato do partido Novo. Se o governador apreciou tamanha rebeldia, não revelou nem às paredes do Iguaçu.

Ney decidiu não apostar em candidato que oferecesse risco a Rafael Greca. Preferiu embarcar na candidatura de um partido nanico, o Novo, lá do fim da fila, sem indicação de peso eleitoral. Ney ainda elege o candidato e dá um tapa de luva de pelica no governador. Sim, porque Ney sempre foi um político de pelica.

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