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Postado em dez 5, 2018 | 0 comentários

Prova robusta, confiança pessoal

Jair Bolsonaro declara que havendo “prova robusta”, Onyx Lorenzoni sai de seu governo. O futuro ministro da Casa Civil foi denunciado por receber dinheiro pelo caixa dois. Até aí é o Brasil de sempre. Agora tem o Brasil de Sérgio Moro, que inventou essa aberração da “prova robusta”.

Aberração, sim, partindo de juiz ou de outro profissional do Direito. Prova é prova, não precisa de adjetivo – a não ser para efeitos retóricos. Logo que deixou a magistratura, Moro saiu-se com a tal prova “robusta” para assegurar que só com ela atuaria contra colega de ministério.

Era a primeira manifestação, ou o ato-falho, do juiz que virou político; ou do político que agiu como juiz, diriam os críticos de Moro. Sobre Lorenzoni, o agora rebarbativo Moro disse na semana que o colega de ministério tem sua confiança “pessoal”.

Confiança “pessoal” é expressão vizinha no panteão das tolices com a do amigo “pessoal”. Existe o amigo impessoal, ou a amizade é atributo de quem não é pessoa, como um bode em relação a outro? O hoje ministro não deve ter daqueles amigos que nos apontam as verdades.

Esse amigo diria para Moro parar com superlativos de rábula. Um Gilmar Mendes logo pega a falseta e argumenta que o hoje ministro, quando juiz, não exigia tanta robustez nas provas da Lava Jato. E que a súbita robustez de hoje é um ‘faça o que eu digo e não o que eu faço’

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