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Postado em mar 24, 2020 | 0 comentários

Tô nem aí

Trágico, dramático é constatar que a praga da pandemia não atinge a essa gente que adota para si e para os seus a proteção que critica como exagerada à generalidade dos brasileiros.

NÃO É COMPARAÇÃO, mas não há como não buscar analogia entre as pandemias do cinema e a que estamos vivendo. Extrair lições? De jeito nenhum. Apenas insistir na gravidade em que vivemos é grave. Depois da gripe espanhola, no começo do século XX, é a segunda que ataca o Brasil – que se vê diretamente ligado a um problema comum no mundo. Quem sabe indicar aos que acompanharam The Walking Dead ou o Resident Evil um tempo para meditar e sopesar as semelhanças.

Não há como escapar da comparação, pois as operadoras de cabo nos impõem diárias repetições das séries. Não há risco de zumbis a nos atacar para transmitir o covid-19. Mas há imprudentes, incautos e indiferentes que fazem o mesmo. Entre estes os cúpidos vendedores de hambúrgueres, os iletrados formadores de opinião, os pregadores que temem perder o dízimo do engodo.  E o responsável pela salus populi, o presidente da República, que vê no combate à pandemia risco à sua imagem e reeleição.

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