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Postado em mar 25, 2020 | 0 comentários

Tragédia e farsa

O PRESIDENTE foi ontem à televisão e pediu a volta da normalidade no país. Como o Brasil pode ter normalidade com Jair Bolsonaro na presidência? Ele é a anormalidade encarnada. Pelo que tudo indica ele continua e nós continuamos com ele. Nunca antes na história democrática deste país houve um presidente como ele, um homem que divide o Brasil entre amigos e inimigos, que não quer se capacitar de que é presidente de todos, que tem o dever de unir, não de dividir.

O PRONUNCIAMENTO de ontem, que teve reações tímidas e tépidas dos chefes do Legislativo e do Judiciário, não mereceu um reparo sequer, mesmo em off, dos generais do Planalto e das Forças Armadas em geral – que no governo Bolsonaro cada vez mais se resumem ao Exército. A permanência dos generais em cargos no Planalto e o silêncio dos militares da ativa não pode ser gratuita. Sabem que Bolsonaro levará o país a uma conflagração. Estão lá para quê? Seguem duas hipóteses.

UM, assegurar a renúncia sem maior trauma; dois, a transição suave para o vice Hamilton Mourão, também general. Na expectativa de agitação pelos seguidores de Bolsonaro não seria desprezível um período de tutela militar. Eleições, também ao final de um período de cautela, lá no final do segundo mandato de Hamilton Mourão. Os militares não querem esse papel, dizem os ingênuos. Eles não entrariam no governo por nada. Estão lá para evitar o desgaste corporativo e, como é histórico, salvar a pátria.

A NÓS, expectadores e partícipes dessa tragédia, restará lembrar aos netos que Jair Bolsonaro não surgiu de sua combustão espontânea. Bolsonaro se fez presidente no terreno arado, adubado e plantado pelo PT de Lula, Dilma, José Dirceu, João Vaccari, Antonio Palocci, Gilberto Carvalho, Paulo Bernardo, dentre tantos barões julgados, delatados, presos e hoje agindo com a consciência do Brasil. Eles, por si e suas criaturas, também voltarão – no terreno arado, adubado e plantado por … Jair Bolsonaro.

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