Vaya con Dios

Beto Richa deixa o governo, sete anos e pico. Deixa saudade? Talvez, naquilo de que tudo é relativo: comparado a Roberto Requião, sim. No Paraná gostamos de gente educada, amena. Tem defeitos, falta-lhe gravitas, a aura da ética, da seriedade e da dignidade públicas.

Fez bom governo? Não, mas podia ter feito pior, comparado ao resto do Brasil. Quem fez bom governo depois de Ney Braga? Na contabilidade não entra o culto à personalidade de Jaime Lerner nem as bravatas de Roberto Requião – o homem que pendurou o retrato de Solano López no gabinete.

Beto deixa o ressaibo dos escândalos de Ezequias, do primo distante, a mutreta dos fiscais. Quem não deixou o seu antes dele? O grecin esconde alguns incômodos, o sorriso continua igual. Se o lobo perde o pelo e não perde o vício, político nunca perde o sorriso.

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